Policial civil é condenado a 15 anos de prisão após agredir ex-namorada em Cuiabá; veja vídeo

O Poder Judiciário de Mato Grosso condenou o policial civil Sanderson Ferreira de Castro Souza a 15 anos de prisão em regime fechado. Ele espancou a ex-namorada, a personal trainer Débora Sander, em agosto de 2024, no bairro Morada do Ouro, em Cuiabá. Débora confirmou a sentença nesta última terça-feira (1º) pelas redes sociais e celebrou a decisão judicial como prova de que falou a verdade desde o início.

“A Justiça não condena sem provas. Essa vitória é nossa. Eu mostrei que existe Justiça neste país”, afirmou.

Policial fugiu, mas a polícia prendeu

Logo após a denúncia, Sanderson fugiu para o Rio de Janeiro. A Corregedoria da Polícia Civil cancelou sua licença-prêmio e exigiu seu retorno imediato ao trabalho. Além disso, obrigou o policial a comparecer à Delegacia da Mulher para prestar esclarecimentos.

A polícia prendeu Sanderson no dia 1º de setembro. Desde então, ele permanece detido. A Justiça considerou sua periculosidade, a violência física, as ameaças psicológicas e os riscos impostos ao filho da vítima como fatores determinantes para a pena.

Débora rompe o silêncio e inspira outras mulheres

Em vídeo publicado após a sentença, Débora incentivou outras mulheres a denunciar agressores. “Denunciem. Rompam o ciclo da violência. Construam uma rede de apoio. Precisamos de mais mulheres que tenham coragem de mostrar o rosto e enfrentar esse sistema.”

Ela também reconheceu que o réu deve recorrer, mas reforçou que confia na Justiça. “Eles vão recorrer? Vão. Mas nós precisamos acreditar. Hoje, eu acredito.”

A condenação de Sanderson marca mais do que o fim de um processo judicial. O caso representa a coragem de uma mulher que não se calou e a resposta de um Judiciário que agiu com firmeza.

Perguntas frequentes

Quem é o policial condenado por agredir a ex em Cuiabá?

Sanderson Ferreira de Castro Souza, policial civil de Mato Grosso.

Por que ele pegou 15 anos de prisão?

Porque espancou a ex-namorada, com agravantes de violência psicológica e ameaças.

A vítima falou sobre o caso?

Sim, Débora Sander confirmou a sentença nas redes e incentivou outras mulheres a denunciarem.

Mhylenna

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