Na manhã desta quarta-feira, 22 de outubro, a Receita Federal e a Polícia Federal prenderam cinco pessoas em Mato Grosso. A operação visou desarticular uma organização criminosa envolvida no contrabando e distribuição de cigarros eletrônicos e outras mercadorias ilegais em diversas regiões do estado. Comércios e bancas de Cuiabá e Várzea Grande, figuraram entre os alvos da ação.
Desarticulação de uma rede de contrabando
A operação visou combater o comércio ilegal de cigarros eletrônicos, produtos proibidos no Brasil desde 2009 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As investigações revelaram que a organização criminosa também atuava no contrabando de cigarros tradicionais e eletrônicos, utilizando criptomoedas para lavar dinheiro e realizar transações com facções criminosas. Essas facções garantiam ao grupo permissão para operar no comércio ilegal nas regiões que dominavam.
Mandados cumpridos e apreensões feitas
Além das prisões, as autoridades cumpriram 28 mandados de busca e apreensão. Durante as diligências, apreenderam cigarros eletrônicos, produtos contrabandeados, equipamentos eletrônicos, documentos e materiais contábeis. Essas apreensões ajudarão a fortalecer as investigações e a esclarecer como o esquema funcionava, revelando também os fluxos financeiros utilizados pelo grupo.
A Justiça Federal determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados, dificultando o avanço das operações criminosas. A ação se estendeu a São Paulo, onde a organização mantinha parte do seu núcleo logístico e financeiro.
Cigarros eletrônicos: riscos à saúde e à legislação brasileira
A Receita Federal alertou sobre os riscos à saúde pública representados pela venda de cigarros eletrônicos. Por não possuírem registro sanitário nem controle de qualidade, esses produtos são uma ameaça à saúde da população. A venda desses dispositivos é ilegal no Brasil e viola as normas estabelecidas pela Anvisa, configurando uma infração à legislação vigente.
Perguntas frequentes
Cigarros eletrônicos são dispositivos que vaporizam líquidos com nicotina. Eles são proibidos no Brasil pela Anvisa desde 2009 por representarem riscos à saúde pública e não possuírem controle de qualidade.
Criptomoedas permitem transações anônimas e dificulta o rastreamento financeiro, o que facilita a lavagem de dinheiro e o financiamento de atividades criminosas.
Facções criminosas financiam e protegem operações ilegais, permitindo que grupos de contrabando operem sem interferência nas regiões dominadas por elas.







