A partida entre Argentina e Brasil, válida pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, não apenas terminou em uma goleada histórica por 4 a 1, como também escancarou mais um episódio revoltante de racismo nas arquibancadas. Durante o jogo, realizado nesta terça-feira (25), no estádio Monumental de Núñez, um torcedor argentino cometeu um ato racista ao imitar um macaco em direção à torcida brasileira.
O jornalista Tomer Savoia, presente no estádio, flagrou o exato momento em que o torcedor, posicionado no setor argentino, realizou o gesto. Imediatamente, o vídeo viralizou nas redes sociais. Apesar disso, até o momento, as autoridades argentinas não confirmaram qualquer prisão nem o registro de denúncia formal contra o agressor. Ainda assim, a repercussão provocou indignação nacional e internacional.
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AFA tentou prevenir racismo, mas torcedores ignoraram apelo nas redes sociais
Pouco antes da partida, a Associação do Futebol Argentino (AFA) divulgou uma mensagem institucional contra o racismo em suas redes sociais. A entidade direcionou o comunicado “a todos os torcedores de futebol e a toda a sociedade em seu conjunto”. Contudo, a reação dos próprios seguidores frustrou a iniciativa: muitos responderam com emojis de macacos e até com imagens da Alemanha nazista.
Portanto, mesmo com a campanha oficial no ar, a AFA falhou ao impedir que atos discriminatórios ocorressem nas arquibancadas. A ausência de controle eficaz e a conivência silenciosa de parte da torcida demonstraram que mensagens isoladas não bastam para frear o preconceito no futebol sul-americano.
Conmebol convoca reunião, mas presidente cita macaco ao falar do Brasil na Libertadores
Diante da escalada dos casos de racismo em estádios da América do Sul, a Conmebol convocou uma reunião emergencial para esta quinta-feira (27). O encontro reunirá representantes das dez federações associadas e membros de governos nacionais. De acordo com a entidade, o objetivo principal consiste em debater estratégias concretas de combate ao racismo no futebol da região.
Apesar disso, a postura do presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, gerou ainda mais controvérsia. Dias antes do confronto entre Brasil e Argentina, ele comentou sobre uma eventual Libertadores sem clubes brasileiros. Na ocasião, declarou:
— Seria como o Tarzan sem a Chita.
Imediatamente, a analogia causou desconforto entre torcedores e analistas esportivos, especialmente em um contexto de racismo tão sensível. Ao mencionar o personagem “Chita”, um chimpanzé, Domínguez gerou críticas e levantou questionamentos sobre a seriedade da entidade no enfrentamento ao preconceito racial. Assim, enquanto as arquibancadas reproduzem o ódio, os discursos de liderança seguem ambíguos.
⚠️ Diante dos fatos, fica evidente que campanhas digitais, declarações simbólicas e reuniões diplomáticas não têm surtido efeito real. A cada novo episódio, o racismo se perpetua — principalmente quando não há punição imediata, responsabilização individual nem ações contundentes. Dessa forma, a violência simbólica continua circulando livremente no espaço esportivo, envergonhando o continente e manchando o futebol.
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Perguntas frequentes
Não há confirmação de prisão ou denúncia formal contra o torcedor até o momento.
A Conmebol marcou uma reunião com federações e governos, prometendo discutir ações mais eficazes.
A fala não foi classificada oficialmente como racista, mas gerou críticas e indignação nas redes sociais.




