Professora é executada horas antes de depor sobre suposto esquema de R$ 27 milhões; veja vídeo

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A professora Simone Marques da Silva, de 46 anos, foi executada a tiros poucas horas antes de retornar à delegacia para prestar depoimento em uma investigação sobre um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares em Ipojuca, Pernambuco.

O caso passou a integrar as apurações da Operação Alvitre, conduzida pela Polícia Civil de Pernambuco para investigar possíveis fraudes envolvendo a Prefeitura e a Câmara Municipal. Segundo as informações divulgadas, o prejuízo investigado pode chegar a R$ 27 milhões. Imagens obtidas durante a apuração também mostram Simone, antes da morte, entrando em uma sala com um pacote volumoso.

Vídeo mostra professora entregando pacote

Nas imagens, Simone aparece usando camisa azul e calça branca enquanto carrega um grande pacote verde.

Ela entra em uma sala e é recebida por Diego Fernandes de Oliveira Araújo, conhecido como “Diego Araçá”, que na época ocupava o cargo de secretário especial de Juventude do município.

Para os investigadores, o registro reforça a suspeita de uma rotina de repasses de dinheiro em espécie relacionada às fraudes investigadas.

Entretanto, a investigação continua em andamento e as suspeitas ainda precisam ser esclarecidas no decorrer do processo.

A reportagem responsável pela divulgação das informações afirmou que tentou localizar o ex-secretário para obter um posicionamento, mas não conseguiu contato. O espaço permaneceu aberto para manifestação.

Assassinato vira ponto central da investigação

A morte de Simone passou a representar um ponto importante dentro do inquérito.

Entre as linhas investigadas pela Polícia Civil está a hipótese de que a professora estaria chantageando pessoas e ameaçando divulgar vídeos e áudios que supostamente comprovariam práticas de corrupção em Ipojuca.

Essa possibilidade integra as apurações e não representa, até o momento, uma conclusão definitiva sobre a motivação do assassinato.

A polícia também investiga outras possíveis razões para a execução.

Simone seria ouvida no dia seguinte

Em outubro de 2025, poucos dias após a primeira fase da Operação Alvitre, Simone compareceu à Delegacia de Porto de Galinhas para prestar depoimento.

Naquele momento, porém, o delegado Ney Luiz Rodrigues precisou atender outra ocorrência e reagendou a oitiva para o dia seguinte.

Simone não conseguiu retornar.

Poucas horas depois de deixar a delegacia, a professora foi executada a tiros.

Agora, a Polícia Civil tenta esclarecer tanto o homicídio quanto a possível relação da morte com as informações que Simone poderia apresentar aos investigadores.

Paralelamente, a Operação Alvitre avança sobre o suposto esquema de desvio de emendas parlamentares envolvendo estruturas públicas de Ipojuca. As investigações analisam movimentações financeiras, gravações e outros elementos para determinar a participação dos investigados e dimensionar o possível prejuízo, estimado em R$ 27 milhões.

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