Professora do IFMT relata momentos de terror após ser atropelada por entregador em condomínio de Cuiabá

No bairro Dom Aquino, em Cuiabá, uma professora do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), identificada como Izaura Maciel, viveu momentos de terror ao ser atropelada por um entregador de água no Condomínio Chapada Diamantina. O incidente ocorreu quando Izaura solicitou ao entregador que retirasse seu veículo, que estava estacionado indevidamente em sua vaga privativa.

De acordo com o boletim de ocorrência, Izaura Maciel, ao sair de seu apartamento, encontrou o carro do entregador ocupando sua garagem. Ela pediu educadamente ao condutor que removesse o veículo, mas o homem se recusou, alegando que estava entregando água no apartamento em frente à sua garagem. Inconformada, a professora insistiu, reiterando o pedido para que ele desocupasse a vaga.

A tensão aumentou quando Izaura começou a tirar fotos da situação, ameaçando denunciar o entregador. Ele, de forma sarcástica, respondeu: “Pode ir, quer que eu te leve?”. Izaura, determinada, tentou abrir a porta do carro para ir à delegacia, momento em que o entregador decidiu partir com o veículo, arrastando a professora por alguns metros. Izaura caiu no chão, sofrendo lesões no joelho e nos braços, sendo posteriormente hospitalizada com dores intensas.

“Estou no meu direito, a vaga de estacionamento é minha, é uma lei, está no estatuto do condomínio. Eu pedi duas vezes para ele retirar o carro da minha vaga, mas ele ignorou e foi levar a água no apartamento em frente à minha garagem”, declarou Izaura, visivelmente abalada após o ocorrido. Ela enfatizou a necessidade de conscientização sobre a gravidade de episódios de violência como este, que afetam as vítimas não apenas fisicamente, mas também psicologicamente.

A polícia foi acionada via Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp). Embora Izaura tenha recusado inicialmente ir à delegacia para registrar o boletim de ocorrência, ela procurou o núcleo de defesa das mulheres na manhã seguinte e formalizou a denúncia. O caso será investigado como violência contra a mulher e lesão corporal, com as autoridades buscando justiça para a professora.

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