O professor Breno Antônio Humberto de Moraes, de 25 anos, completa uma semana desaparecido neste sábado (3), em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Desde a noite de sábado (26), a família procura informações sobre o paradeiro do jovem, que saiu de casa e não voltou.
O irmão gêmeo, Bruno Humberto, publicou novos apelos nas redes sociais e relatou a angústia enfrentada pela família durante os últimos sete dias. Segundo Bruno, a falta de notícias provoca noites sem dormir, dificuldade para se alimentar e uma rotina marcada pela esperança de encontrar Breno com vida.

Família mantém buscas por professor desaparecido
Bruno contou que viveu os 25 anos ao lado do irmão gêmeo e sempre assumiu uma postura protetora. Na publicação, ele relembrou a relação entre os dois e destacou a dedicação de Breno aos estudos e ao trabalho antes do desaparecimento.
“São 25 anos juntos e uma saudade que não cabe no peito”, escreveu Bruno. Ele também afirmou que continuará lutando para descobrir o que aconteceu com o irmão e pediu que outras pessoas compartilhem informações capazes de ajudar nas investigações.
O irmão também pediu apoio a jornalistas e veículos de comunicação de outros estados para ampliar a divulgação do caso. Segundo Bruno, a família pretende manter o desaparecimento em evidência até encontrar Breno e esclarecer os acontecimentos relacionados aos últimos momentos em que ele apareceu.
Câmeras ajudam investigadores a reconstruir últimos passos
Breno saiu de casa na noite de sábado (26), passou por uma sorveteria e retornou. Depois, pegou emprestado o capacete da irmã e saiu novamente. Ele disse que encontraria uma pessoa, mas não voltou para casa.
Câmeras de segurança registraram parte dos últimos passos do professor. Por volta das 20h20, Breno aparece aguardando e, posteriormente, sobe na garupa de uma motocicleta. Os investigadores analisam as imagens para reconstruir o trajeto realizado pelo jovem.
Outro vídeo, registrado às 20h37, mostra a motocicleta seguindo em direção ao bairro 13 de Setembro. Cerca de dez segundos depois, um Toyota Corolla preto passa pelo mesmo trajeto. A proximidade entre os veículos chamou a atenção dos investigadores, mas a Polícia Civil ainda não confirmou qualquer relação entre eles.
Polícia Civil amplia investigação sobre desaparecimento
A Polícia Civil identificou o proprietário do Corolla e o levou à Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para prestar depoimento. Conforme as informações divulgadas sobre o caso, o homem permaneceu em silêncio durante o procedimento.
Com o avanço das diligências, a investigação passou para o Cartório de Homicídio Consumado da DHPP. O delegado Bruno Abreu assumiu o caso, enquanto o Núcleo de Pessoas Desaparecidas (NPD) continua auxiliando as equipes nas buscas pelo professor.
A Polícia Civil também identificou uma pessoa de interesse e passou a investigar uma possível participação dela no desaparecimento. Até o momento, os investigadores não confirmaram qualquer envolvimento. A equipe busca esclarecer o que aconteceu com Breno e identificar eventuais responsáveis.
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