Uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no km 211 da BR‑364 em Rondonópolis (MT), por volta das 18 h do dia 11 de novembro de 2025, resultou na apreensão de cerca de 5,3 kg de cloridrato de cocaína escondidos em bagagem despachada em um ônibus que fazia o trajeto Cuiabá/MT → Goiânia/GO. Durante a fiscalização, o cão farejador K9 Zion sinalizou a presença de entorpecentes em uma mala abandonada no compartimento superior, que pertencía à passageira que se sentou logo abaixo do volume e negou a propriedade inicialmente. A polícia analisou imagens internas do veículo, verificou que a mala estava ligada à mulher, e ela confessou que transportava a droga com destino à Bahia em troca de R$ 5 mil.
O método da ocultação e o papel da bagagem abandonada
O cão farejador K9 Zion identificou cheiro de droga no compartimento externo do ônibus. Os agentes decidiram verificar a bagagem e encontraram uma mala abandonada. A passageira sentada abaixo do compartimento tentou negar qualquer vínculo com o item, o que aumentou a suspeita da equipe. Os policiais analisaram as imagens internas do ônibus e confirmaram que ela havia embarcado com a mala. Diante das provas, a mulher admitiu ser a dona e contou que levaria a droga para a Bahia. Esse tipo de transporte com bagagens despachadas é comum em casos de tráfico interestadual flagrados na rodovia.
Por que a BR-364 vira rota estratégica para entorpecentes
A BR-364 conecta Mato Grosso a diversos estados do Centro-Oeste e do Sudeste. Essa rota facilita o transporte de drogas da fronteira até grandes centros consumidores. Em Rondonópolis, a PRF intensificou as fiscalizações e já apreendeu grandes quantidades de entorpecentes. Em apenas 24 horas, os agentes interceptaram quase 200 quilos de cocaína e skunk. O caso recente mostra que até ônibus de passageiros servem para o transporte ilegal, o que exige vigilância constante das autoridades.
Impactos para o combate ao tráfico e a logística pública
Esse caso demonstra a importância de ações coordenadas de fiscalização com apoio de cães farejadores, monitoramento de bagagens e uso de câmeras nos veículos. Além disso, identifica-se que o transporte interestadual de passageiros ainda constitui vulnerabilidade no sistema de controle antinarcóticos. A operação resulta não só na apreensão da droga, mas também na prisão em flagrante da passageira, que confessou o delito, e abre caminho para investigação sobre quem encomendou o envio e qual seria o destino final. A atividade contribui para desarticular redes logísticas de tráfico que atuam ao longo da BR-364 e reforça a necessidade de cooperação entre os órgãos estaduais e federais.
Perguntas frequentes:
O cão farejador K9 Zion indicou a bagagem abandonada e a mala estava no compartimento despejado acima da passagem da suspeita.
A passageira informou que levaria a substância para a Bahia em troca de R$ 5 mil.
Porque conecta pontos estratégicos de produção e consumo de droga e permite transporte interestadual que dificulta o controle rígido.








