O Hospital Regional Hilda Strenger Ribeiro, em Nova Mutum, realizou no último domingo (09) a segunda captação de órgãos em menos de 15 dias, reafirmando seu compromisso com a vida. A equipe médica conduziu a doação dos rins e dos globos oculares de um homem de 58 anos. Os familiares autorizaram o procedimento e relataram que ele cultivava o hábito de ajudar o próximo — um valor que perpetuou até após sua morte.
Profissionais da UTI, membros da Central Estadual de Transplantes de Mato Grosso (CET/MT) e especialistas do Hospital São Mateus participaram da operação. As equipes atuaram com eficiência, respeito e ética, conduzindo todas as etapas com excelência técnica e sensibilidade.
Hospital acumula quatro captações em 2025 e fortalece rede estadual de transplantes
O Hospital Regional já realizou quatro captações de múltiplos órgãos em 2025, número que coloca Mato Grosso entre os estados mais atuantes no setor. Em 30 de outubro, a equipe coordenou a doação de fígado, rins e córneas de uma paciente de Porto dos Gaúchos. A operação beneficiou três pessoas em diferentes regiões do Brasil.
A Força Aérea Brasileira (FAB), profissionais da CET/MT e equipes do Distrito Federal garantiram o transporte ágil dos órgãos. A logística envolveu aviões, ambulâncias e centros de triagem, confirmando o comprometimento nacional com o sistema de transplantes.
Famílias assumem protagonismo e salvam vidas com decisões conscientes
A decisão dos familiares dos doadores foi essencial para o sucesso das captações. O diretor administrativo do hospital, Hallan Ribeiro, valorizou o gesto:
“As famílias transformaram a dor em esperança. Graças a esse ato de amor, outras vidas continuam. Nós agradecemos profundamente”, declarou Ribeiro.
A instituição reforça a importância do diálogo familiar. Segundo os médicos da unidade, só a conversa aberta sobre doação garante que a vontade do doador prevaleça no momento certo.
Mato Grosso avança no sistema nacional de transplantes
Com esta última ação, Mato Grosso chegou à 11ª captação de múltiplos órgãos apenas em 2025, segundo dados da CET/MT. Esse número destaca o crescimento do estado no cenário nacional e sinaliza o fortalecimento da rede de saúde pública em áreas de alta complexidade.
A Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) afirma que o Brasil ainda registra alta taxa de recusa familiar para a doação. Em muitos casos, a ausência de uma conversa prévia impede que o desejo do falecido se concretize.
Perguntas frequentes
Qualquer pessoa pode ser doadora, desde que manifeste esse desejo à família — é ela quem autoriza a doação após o falecimento.
Uma única doação pode beneficiar até dez pessoas, dependendo dos órgãos e tecidos disponíveis.
Sim. O hospital já realizou quatro captações em 2025, consolidando-se como uma das principais referências de Mato Grosso no sistema de transplantes.








