Os três instrutores presos após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, prestaram depoimento à Polícia Civil e afirmaram não saber explicar como a jovem foi lançada sem a corda de segurança durante a atividade de rope jump. Os vídeos dos interrogatórios foram divulgados nesta quarta-feira (16) pela EPTV, afiliada da TV Globo.
Os presos são Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos, e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos. Durante os depoimentos, os instrutores relataram versões sobre a dinâmica da operação e reconheceram que participavam diretamente da preparação dos participantes para o salto.
Responsáveis pela corda admitem função
Luis Felipe e Maicon afirmaram à polícia que eram os responsáveis pela instalação das cordas de segurança antes da realização dos saltos.
Apesar disso, ambos disseram não conseguir explicar como o procedimento falhou. Segundo os depoimentos, a divisão exata das tarefas entre os integrantes da equipe também não foi detalhada de forma clara.
Durante o interrogatório, Maicon demonstrou surpresa com o ocorrido.
“Eu não consigo entender”, diz instrutor
Ao comentar o acidente, Maicon Fernandes afirmou que não consegue compreender como a ausência da corda não foi percebida antes da realização do salto.
“É difícil entender como não viu a corda, eu simplesmente não consigo entender”, declarou durante o depoimento.
A fala passou a integrar o material anexado ao inquérito que apura as circunstâncias da morte da jovem.
Equipe também não explica desaparecimento de câmera
Já Vitor de Freitas Gonçalves afirmou que sua função era auxiliar na movimentação da vítima antes do salto.
Em outro trecho do depoimento, ele também declarou que a equipe não sabe explicar o desaparecimento da câmera que estava com Maria Eduarda no momento da atividade.
As declarações dos três instrutores agora fazem parte das investigações conduzidas pela Polícia Civil. O objetivo é esclarecer como uma falha considerada grave ocorreu durante o procedimento de segurança e identificar eventuais responsabilidades relacionadas à morte da jovem de 21 anos.
Enquanto a apuração continua, os depoimentos reforçam que, até o momento, os próprios responsáveis pela operação afirmam não ter uma explicação para o erro que antecedeu a tragédia.







