O empresário Rogério Domingos Branquinho foi preso em flagrante na madrugada deste domingo (13), durante uma blitz da Operação Lei Seca realizada no bairro Dom Aquino, em Cuiabá. O teste do bafômetro apontou 0,68 mg/l de álcool no sangue — valor quase o dobro do limite que configura crime de trânsito. Branquinho saiu de um show com autoridades e os agentes o abordaram enquanto dirigia com a CNH suspensa.
A Polícia Militar o deteve por violar os artigos 306 e 307 do Código de Trânsito Brasileiro, que criminalizam a condução sob efeito de álcool e a direção com CNH suspensa. Mesmo proibido de dirigir, Branquinho assumiu o volante após sair do camarote do evento e acabou interceptado na blitz. Os agentes levaram Branquinho à Delegacia de Delitos de Trânsito e registraram a ocorrência número 2025.221516.
Fiança paga após autuação e erro sobre vínculo com a BYD
Após a autuação, o delegado Christian Cabral estipulou uma fiança de R$ 15 mil, paga por Branquinho para garantir a liberdade. A detenção do empresário gerou repercussão nas redes sociais, principalmente devido à presença de figuras públicas no mesmo evento e à sua alegada ligação com a concessionária da marca chinesa BYD em Cuiabá.
No entanto, um dos diretores da empresa desmentiu a informação. Ele afirmou que Branquinho não possui nenhuma participação societária na unidade e atua apenas como diretor de operações da marca, sem qualquer vínculo de propriedade com a concessionária local. Em suma a imprensa corrigiu a informação após receber a nota oficial.
Caso expõe fragilidade do cumprimento das leis de trânsito
Sobretudo o episódio evidencia o desrespeito de motoristas influentes às leis de trânsito e a frequência com que figuras públicas infringem normas mesmo sob sanções anteriores. A suspensão da CNH não impediu Branquinho de dirigir e, pior, de fazê-lo sob efeito de álcool. A situação levanta questionamentos sobre a eficácia das penalidades previstas no Código de Trânsito e o comprometimento das autoridades com a fiscalização contínua.
Por fim a Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito segue responsável pela apuração dos fatos. A Justiça manteve em andamento o processo criminal, mesmo após a liberação de Branquinho.
Perguntas frequentes:
A polícia prendeu o diretor de operações da BYD por dirigir embriagado e com a CNH suspensa.
Não. A própria empresa desmentiu qualquer vínculo societário com ele.
Apesar da liberdade após pagar fiança, ele ainda responde criminalmente pelos atos.




