Um acidente trágico matou o caminhoneiro Maximiliano de Almeida Stersa, de 39 anos, na tarde de segunda-feira (14), em Nova Xavantina, a 565 km de Cuiabá. Enquanto realizava reparos no próprio caminhão Volvo FH12, com o motor ligado, o veículo se movimentou sozinho, atropelou Maximiliano e seguiu desgovernado até bater em um poste de energia e no muro de uma empresa.
Homem m0rr3 após ser atr0p3l4d0 pelo próprio caminhão durante conserto em MT; veja vídeo pic.twitter.com/p5dTHwlSd8
— Perrengue2 (@perrengue2025) July 15, 2025
O acidente ocorreu numa oficina localizada no bairro Montes Claros, às margens da BR-158. O impacto da tragédia chocou moradores, colegas de trabalho e familiares do motorista.
Polícia investiga possível falha de segurança
A Polícia Civil assumiu a investigação e já começou a ouvir testemunhas. Técnicos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) analisaram o local do acidente e recolheram evidências para esclarecer o que provocou o movimento inesperado do caminhão.
O caminhão atropelou Maximiliano quando ele se posicionava sob o veículo. A principal linha de apuração considera a hipótese de falha no freio de estacionamento ou ausência de calços nas rodas. Os peritos examinaram o sistema mecânico e agora esperam os laudos técnicos para confirmar ou descartar essa possibilidade.
Prática insegura pode ter causado tragédia
Especialistas em segurança do trabalho alertam: jamais se deve realizar reparos com o motor ligado, especialmente em veículos pesados. A recomendação inclui desligar o motor, acionar o freio de estacionamento, calçar as rodas e verificar se o terreno está nivelado.
A Polícia Civil segue com a investigação e aguarda o resultado da necropsia do Instituto Médico Legal (IML) e o laudo da Politec. Se detectar negligência ou imprudência, a corporação pode responsabilizar administrativamente ou criminalmente pessoas físicas ou jurídicas envolvidas.
Perguntas frequentes
Se o freio não estiver acionado e o motor estiver ligado, o veículo pode se mover sozinho.
Não. Especialistas alertam que essa prática é extremamente arriscada.
A Politec analisa se houve falha mecânica ou erro humano no caso.




