A Prefeitura de Cáceres vai investir R$ 2.105.500 na contratação de 17 atrações musicais para o 43º Festival Internacional de Pesca Esportiva (FIPe), marcado para ocorrer entre os dias 3 e 5 de julho. O cantor Amado Batista receberá o maior cachê do evento: R$ 485 mil. A administração municipal publicou os contratos no Diário Oficial dos Municípios, e os valores passaram a chamar a atenção pelo volume de recursos destinados exclusivamente às apresentações musicais de um dos maiores eventos turísticos de Mato Grosso.
Cinco atrações concentram quase 70% do investimento
A Prefeitura destinou R$ 485 mil para contratar Amado Batista. Em seguida, contratou a dupla Cleber & Cauan por R$ 350 mil. Max & Luan receberão R$ 220 mil. Já os grupos Atitude 67 e Us Agroboy terão cachê de R$ 200 mil cada.
Juntas, essas cinco atrações vão receber R$ 1,455 milhão. O valor representa cerca de 69% do orçamento destinado aos shows. Além delas, a programação inclui Karol Kailler, com cachê de R$ 100 mil. Léo Vaqueiro receberá R$ 77 mil. Cesinha Mello terá R$ 70 mil. Jero Neto receberá R$ 60,5 mil. Novo Som ficará com R$ 58 mil. Os Bençãos receberão R$ 55 mil. Tome Aí e Bom D’Farra terão R$ 50 mil cada. Val Pinheiro e Mega Som receberão R$ 40 mil cada. Banda Tropicállia terá cachê de R$ 30 mil. Já Cheiro da Bahia receberá R$ 20 mil.
Prefeitura utilizou modalidade prevista em lei
A Prefeitura formalizou todos os contratos por inexigibilidade de licitação. A Lei Federal nº 14.133/2021 autoriza essa modalidade quando empresários exclusivos representam os artistas e inviabilizam a competição entre fornecedores.
Mesmo sem licitação, a legislação exige justificativa para a contratação, comprovação da exclusividade do representante e demonstração de que o cachê contratado segue valores compatíveis com o mercado.
Festival movimenta turismo e também gera debate
O Festival Internacional de Pesca Esportiva reúne competições de pesca, apresentações culturais, gastronomia e shows nacionais. Todos os anos, o evento atrai turistas de diversas regiões do país, movimenta hotéis, restaurantes, bares e fortalece a economia local.
Ao mesmo tempo, o investimento superior a R$ 2,1 milhões em cachês costuma gerar discussões entre moradores. Enquanto parte da população considera os shows um incentivo ao turismo e ao comércio, outra parcela questiona o volume de recursos públicos destinado às atrações musicais.






