A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (5) a segunda fase da Operação Copia e Cola, que investiga supostas irregularidades em contratos da área da saúde em Sorocaba, interior de São Paulo. O prefeito Rodrigo Manga (Republicanos) foi afastado do cargo por decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) por um período de 180 dias. A ação inclui mandados de prisão, bloqueio de bens e busca e apreensão em diferentes endereços ligados ao caso.
Ações e bloqueio milionário
De acordo com a Polícia Federal, o objetivo da operação é aprofundar as investigações sobre desvios de recursos públicos e fraudes em licitações voltadas à contratação de empresas de gestão hospitalar e fornecimento de medicamentos. Nesta nova etapa, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 6,5 milhões em bens dos investigados, valor que corresponde ao prejuízo estimado aos cofres públicos.
Os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em prédios públicos e residências particulares, além de recolher documentos, celulares e computadores que podem servir de prova. O foco principal está em contratos firmados durante a pandemia, período em que foram realizadas contratações emergenciais na área da saúde.
Afastamento e defesa de Rodrigo Manga
O prefeito Rodrigo Manga foi afastado temporariamente do cargo e está proibido de acessar dependências da prefeitura ou de manter contato com servidores públicos enquanto durar a investigação. Em nota divulgada nas redes sociais, o chefe do Executivo afirmou ser alvo de “perseguição política” e garantiu que não há qualquer irregularidade em sua gestão.
“Tenho a consciência tranquila e confio na Justiça. Essa é mais uma tentativa de manchar o trabalho que estamos fazendo por Sorocaba”, declarou Manga. A prefeitura informou que o vice-prefeito assumirá interinamente o comando do município até que o caso seja esclarecido.
O que é a Operação Copia e Cola
A primeira fase da Operação Copia e Cola foi deflagrada em 2023 e recebeu esse nome porque os investigadores identificaram trechos idênticos em documentos de licitação e propostas de diferentes empresas, sugerindo combinação de resultados e fraudes contratuais. Desde então, a PF apura um suposto esquema de superfaturamento e favorecimento de fornecedores ligados a agentes públicos.
Com o avanço das investigações, novas provas teriam indicado o envolvimento de servidores e de pessoas próximas ao prefeito, o que levou o TRF-3 a autorizar a segunda fase da operação e o afastamento temporário de Manga.
A PF informou que os investigados podem responder por crimes de corrupção, fraude em licitação, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O inquérito segue em sigilo até a conclusão das análises.
Perguntas curtas e curiosas:
Por que o prefeito Rodrigo Manga foi afastado do cargo?
Por decisão judicial no âmbito da Operação Copia e Cola, que investiga fraudes em contratos da saúde.
Qual o valor bloqueado pela Justiça?
A Justiça determinou o bloqueio de R$ 6,5 milhões em bens dos investigados.
O prefeito admite as acusações?
Não. Rodrigo Manga nega irregularidades e diz ser vítima de perseguição política.


