O prefeito de Sorriso, Aleí Fernandes (União), surpreendeu autoridades e moradores durante a última sessão da Câmara no distrito do Barreiro ao anunciar um novo modelo de execução penal que promete mudar a rotina do sistema prisional local. A proposta prevê que os internos deverão trabalhar e contribuir para o custeio de suas próprias despesas enquanto estiverem sob responsabilidade do município. O projeto, que ainda está em fase de estruturação, tem orçamento estimado em R$ 45 milhões e deve iniciar uma fase de readequação das instalações e dos processos internos.
Um novo formato de responsabilidade dentro do sistema prisional
Segundo o prefeito, o objetivo central da iniciativa é reduzir os gastos públicos e criar um ambiente de responsabilização direta dos detentos. Na prática, cada interno passaria a exercer atividades laborais em áreas que ainda serão definidas, recebendo capacitação e integrando rotinas produtivas. A medida segue modelos semelhantes adotados em outros estados e países, onde o trabalho prisional funciona como mecanismo de ressocialização e diminuição de custos estatais.
Além disso, a administração municipal avalia que o envolvimento dos detentos em atividades laborais diminuirá ociosidade, melhorará a disciplina interna e poderá gerar oportunidades para uma reintegração mais estruturada após o cumprimento da pena.
Investimento milionário e adaptações estruturais
O anúncio do investimento de R$ 45 milhões chamou atenção. O valor inclui a construção ou reforma de espaços destinados às atividades produtivas, aquisição de equipamentos, contratação de equipes técnicas e firmamento de parcerias institucionais. A prefeitura já avalia cooperações com órgãos estaduais, empresas privadas e instituições de ensino para viabilizar cursos profissionalizantes e formas seguras de organização do trabalho.
A estrutura prisional de Sorriso passará por ajustes para comportar o novo formato, que exige áreas específicas de produção, supervisão constante e logística para transporte e distribuição dos materiais produzidos pelos internos.
Ressocialização e impacto econômico local
Autoridades municipais afirmam que o modelo poderá gerar impacto positivo na economia da cidade. Empresas locais poderão participar do processo, fornecendo insumos ou contratando a mão de obra prisional por meio de convênios regulamentados. A expectativa é que o modelo estimule a capacitação dos internos e reduza a reincidência criminal, alinhando o trabalho às diretrizes nacionais de ressocialização.
Apesar da empolgação inicial, especialistas apontam que o sucesso do projeto dependerá de gestão rigorosa, supervisão adequada e respeito às normas de direitos humanos, garantindo que o trabalho prisional não ultrapasse limites legais.
Perguntas frequentes
Presos podem ser obrigados a trabalhar?
A legislação permite atividades laborais no sistema prisional, desde que respeitem normas e limites legais.
O investimento previsto será aplicado de imediato?
O projeto está em fase de estruturação e o investimento será realizado conforme a implementação do modelo.
O trabalho prisional reduz gastos públicos?
Em muitos locais, o modelo ajuda a diminuir despesas com manutenção do sistema e contribui para a ressocialização dos internos.





