A Polícia Civil prendeu dois suspeitos e cumpriu três mandados de busca e apreensão nesta terça-feira (15), em Sorriso (MT), durante a Operação Inimigo Íntimo. Os policiais investigam o assassinato de Ivan Michel Bonotto, de 35 anos, esfaqueado dentro de uma distribuidora de bebidas no bairro Residencial Village, em março deste ano.
Polícia Civil de Sorriso prend3 Médica, empresário e ex3cut0r por ass4ssin4t0 planejad0 dentro de distribuidora; veja vídeo pic.twitter.com/nVgzmcAYWc
— Perrengue2 (@perrengue2025) July 15, 2025
A investigação revelou que o crime, inicialmente tratado como briga em bar, foi premeditado. O dono da distribuidora, que era amigo íntimo da vítima, contratou um executor para matar Ivan. A esposa do empresário, médica no município, apagou provas e cometeu fraude processual após o crime.
Empresário atrai vítima para emboscada com motivação passional
No dia 22 de março, Ivan chegou ao Hospital 13 de Maio com várias perfurações por arma branca. O empresário que o atraiu ao local alegou que desconhecia os envolvidos e que tudo aconteceu após um desentendimento por consumo de álcool. O executor também se apresentou e disse ter agido em legítima defesa.
A Polícia desmentiu as versões após analisar imagens de câmeras de segurança. As gravações mostram o empresário atraindo Ivan para a distribuidora. Assim que Ivan entra, o executor o ataca pelas costas. O delegado Bruno França confirmou que o motivo do crime foi passional: Ivan mantinha um relacionamento amoroso com a esposa do empresário.
Médica apaga provas e comete fraude ao esconder relação com a vítima
Quatro minutos após Ivan dar entrada no hospital, a médica chegou à unidade, se apresentou como “amiga” e pegou o celular da vítima. Ela apagou mensagens, fotos e vídeos que ligavam o casal ao crime. Só devolveu o celular três dias depois à família da vítima e alegou que apagou os dados “para protegê-lo”.
O delegado classificou a médica como mentora da fraude processual. “Ela praticou uma série de atos para esconder da polícia a realidade dos fatos”, afirmou Bruno França. A Justiça aceitou os pedidos da delegacia e autorizou as prisões e as buscas contra o casal e o executor.
Vítima tinha laços estreitos com casal acusado de planejar o crime
A investigação identificou que Ivan era mais do que um cliente: ele era amigo próximo do casal e sempre se hospedava na casa deles quando ia a Sorriso. A relação de confiança facilitou a armadilha. A Polícia confirmou a existência de fotos e registros que mostram momentos de intimidade entre os três.
Justiça avança no caso, mas investigações continuam
A 1ª Vara Criminal de Sorriso autorizou as prisões temporárias, buscas e outras medidas cautelares. A Polícia segue investigando o envolvimento de outras pessoas e analisa se houve tentativa de manipulação de testemunhas. O caso causou grande repercussão em Sorriso, especialmente pelo envolvimento de uma médica e pela frieza do crime.
Perguntas frequentes
O próprio amigo da vítima, dono da distribuidora onde ocorreu o crime, planejou o assassinato.
A Polícia apontou que o crime teve motivação passional: a vítima mantinha um caso com a esposa do mandante.
Ela apagou provas no celular da vítima e tentou enganar a polícia, cometendo fraude processual.




