Um homem apontado pelas investigações como o principal fornecedor de armas e drogas do Comando Vermelho (CV) no estado do Rio de Janeiro foi preso nesta quinta-feira (16). Gilvan Firmo Margarida, conhecido como “Nego”, foi localizado enquanto pilotava uma motocicleta na Avenida Brasil, na altura do bairro de Bangu. Segundo a Polícia Civil, ele tentou escapar da identificação apresentando um documento falso, mas acabou preso durante a abordagem.
De acordo com a investigação, Gilvan era responsável pela logística de envio de armas e drogas do Paraguai para o Complexo do Alemão, uma das principais áreas de atuação da facção no Rio de Janeiro. A operação contou com a integração entre a Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Federal e o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ).
Investigação aponta esquema internacional
Segundo a Polícia Civil, o investigado mantinha contatos com fornecedores instalados no Paraguai.
As apurações indicam que ele coordenava o transporte de armas e drogas até comunidades dominadas pelo Comando Vermelho.
Para realizar viagens, o suspeito utilizaria documentos falsificados.
Hacker teria sido contratado
Durante as investigações, a Polícia Civil identificou que Gilvan teria contratado um hacker para adulterar informações no sistema da Justiça.
Segundo a corporação, o objetivo seria ocultar um mandado de prisão por homicídio qualificado que havia sido expedido contra ele.
Após a descoberta da fraude, o Tribunal de Justiça restabeleceu os dados corretos no sistema.
Prisão ocorreu na Avenida Brasil
Segundo a Polícia Civil, o suspeito foi localizado enquanto pilotava uma motocicleta na Avenida Brasil.
Durante a abordagem, ele apresentou um documento falso na tentativa de enganar os policiais.
A fraude foi confirmada após o cruzamento de informações realizado com apoio da Polícia Federal.
Contra Gilvan Firmo Margarida havia um mandado de prisão por homicídio qualificado. Segundo a Polícia Civil, a captura representa mais um avanço nas ações integradas de combate ao crime organizado. As investigações prosseguem para identificar outros envolvidos no esquema de logística e abastecimento da facção, além de aprofundar a apuração sobre a utilização de documentos falsos e a suposta invasão aos sistemas da Justiça.
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