A Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso executou nesta sexta-feira (30) a Operação Redeiros, que desmantelou uma organização criminosa especializada em pesca predatória no Rio Cuiabá. Os agentes cumpriram sete mandados de busca e apreensão nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande, com foco em locais usados pelo grupo para armazenar petrechos ilegais e comercializar pescado fora da lei.
A Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) coordenou as investigações, com apoio do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias de Cuiabá e parecer favorável do Ministério Público Estadual.
Criminosos monitoravam viaturas e evitavam fiscalização
A Dema descobriu que os criminosos montaram um sistema de vigilância em tempo real para acompanhar os deslocamentos das equipes de fiscalização. Eles compartilhavam informações sobre a localização das viaturas e embarcações da Dema e da Sema, o que permitia escapar de flagrantes e manter as atividades ilícitas.
Grupo vendia espécies proibidas com uso de redes predatórias
Os investigadores identificaram a venda de espécies ameaçadas e protegidas por lei, como Jaú, Pintado e Pacu, e o uso de redes e tarrafas, petrechos proibidos por causarem impacto direto na fauna aquática. A operação busca apreender estoques de pescado, redes ilegais e outros elementos de prova para reforçar a denúncia contra os envolvidos.
Acusados responderão por crimes ambientais e associação criminosa
A Polícia Civil indiciará os investigados por pesca ilegal, conforme a Lei nº 9.605/1998, e por associação criminosa, prevista no Código Penal. As ações da operação contam com reforço da Diretoria de Atividades Especiais.
Período proibitivo termina, mas transporte continua vetado
A piracema, período de reprodução dos peixes, termina neste sábado (31), mas a Lei nº 12.197/2023, conhecida como Transporte Zero, segue em vigor. A norma proíbe o transporte e a comercialização de peixes nativos, mesmo após o fim da piracema, permitindo somente pesca esportiva com soltura imediata.
Perguntas frequentes
É uma ação da Polícia Civil para desmontar uma quadrilha que praticava pesca predatória e vendia peixe ilegal no Rio Cuiabá.
Porque redes e tarrafas capturam peixes indiscriminadamente e impedem a reprodução das espécies, causando dano ambiental grave.
Sim, a pesca esportiva volta a ser permitida, mas o transporte e a venda de peixes nativos continuam proibidos pela Lei do Transporte Zero.


