A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu, na manhã desta terça-feira (20), integrantes de uma facção criminosa que extorquia comerciantes no município de Poconé. A operação, batizada de Silentium Vocis, cumpriu 14 ordens judiciais, sendo sete mandados de busca e apreensão e sete de quebra de sigilo. A Vara Única de Poconé autorizou todas as medidas, que os agentes executaram no próprio município.
Criminosos exigiam “taxa de proteção” para evitar ataques
Os criminosos invadiam lojas, enviavam mensagens e ameaçavam comerciantes caso eles não pagassem mensalmente entre R$ 100 e R$ 500, valores que variavam conforme o tamanho e faturamento dos estabelecimentos. O grupo chamava essa cobrança ilegal de “taxa de proteção”. Ao se recusarem, os empresários sofriam ameaças de furtos, roubos, agressões, depredações e até incêndios.
Facção impôs silêncio às vítimas por meio do medo
A Polícia batizou a operação de Silentium Vocis – expressão em latim que significa “silêncio da voz” – porque a facção intimidava as vítimas a ponto de elas não denunciarem os crimes. Por medo de retaliações, muitos comerciantes deixaram de registrar boletins de ocorrência, o que dificultava o rastreio da quadrilha e fortalecia a sensação de impunidade.
Delegacia de Poconé mapeou integrantes e desarticulou a rede
A Delegacia de Polícia de Poconé investigou o caso e identificou os criminosos, individualizando a função de cada um no esquema. A equipe também comprovou a ligação entre os membros, o vínculo com facção e a divisão clara de tarefas, elementos que fundamentaram os pedidos judiciais.
O delegado Matheus Prates de Oliveira destacou o impacto da ação:
“A operação reforça o combate às facções e protege a coletividade. Poconé não vai se curvar diante de criminosos que desafiam a ordem pública”, afirmou.
Perguntas frequentes
Uma cobrança criminosa que usa ameaças para extorquir dinheiro de comerciantes, sob a falsa promessa de segurança.
Porque os comerciantes tinham medo de denunciar e permaneciam em silêncio diante das ameaças.
O delegado Matheus Prates de Oliveira, da Polícia Civil de Mato Grosso.


