Durante a manhã desta terça-feira (08), a Polícia Civil apreendeu 1,39 milhão de bolívares venezuelanos — valor que, convertido, chega a aproximadamente R$ 64,1 mil — em um estabelecimento comercial no Centro Histórico de Cuiabá. A apreensão ocorreu durante o cumprimento de um dos 11 mandados de busca e apreensão da Operação Aconchego, que mobilizou equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) e da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc).
Os agentes localizaram o montante escondido dentro do imóvel, que já era investigado por possíveis ligações com receptação e tráfico. Ao conduzir o responsável pelo local até a sede da Derf, os policiais iniciaram uma apuração detalhada sobre a origem e a intenção de circulação da moeda estrangeira, considerada incomum em ações locais. A movimentação gerou desconfiança, já que o valor estava em cédulas de baixa aceitação comercial no Brasil.
Apreensões de drogas reforçam conexão com o tráfico
Além da quantia em bolívares, as equipes policiais encontraram diversas porções de substâncias entorpecentes durante as buscas. Os entorpecentes, embora em quantidades ainda não divulgadas oficialmente, foram suficientes para reforçar os indícios de que o ponto funcionava como centro de atividades ilícitas. A polícia agora investiga se o local atuava como ponto de venda de drogas e lavagem de dinheiro com recursos de origem internacional.
Segundo informações preliminares, a suspeita é de que o dinheiro tenha vindo da fronteira com a Venezuela, possivelmente através de canais usados por grupos criminosos para realizar transações que dificultam o rastreio financeiro. Os investigadores suspeitam que os envolvidos usavam a moeda venezuelana em transações ilícitas para evitar a detecção por bancos.
Operação Aconchego mira crimes patrimoniais e tráfico
Sobretudo a Operação Aconchego tem como foco o combate à receptação de produtos furtados e à atuação de redes criminosas na região central de Cuiabá. A ação também promove abordagens sociais com o apoio de instituições públicas. De acordo com a Polícia Civil, os 11 mandados cumpridos foram autorizados pelo Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo) da capital. Com as apreensões desta terça-feira, a investigação avança em direção à identificação de possíveis conexões entre o comércio investigado e grupos que utilizam moeda estrangeira para atividades ilegais, dificultando o rastreio e a responsabilização criminal.
Perguntas frequentes:
A polícia suspeita que o dinheiro tenha origem na fronteira e possa estar ligado a transações ilícitas.
Não. A moeda tem circulação restrita e pouca aceitação, o que levanta suspeitas sobre sua presença.
Sim.A Polícia Civil continuará as investigações e pretende realizar novas diligências conforme surgirem novos elementos.



