A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (23), a Operação Gerente Fantasma e atacou um grupo criminoso ligado a facção com atuação em Cuiabá e Várzea Grande. Ao todo, a Justiça expediu 27 ordens judiciais, entre prisões preventivas, buscas domiciliares e bloqueios financeiros.
Equipes da Delegacia Especializada em Repressão a Narcóticos (Denarc) cumpriram nove mandados de prisão preventiva, 10 mandados de busca e apreensão com caráter itinerante e oito bloqueios de ativos que somam R$ 200 mil. A ação integra a Operação Pharus e o programa estadual Tolerância Zero.
A investigação apontou que a organização atuava no tráfico de drogas, aplicava estelionatos digitais em plataformas de compra e venda online e lavava dinheiro. O caso avançou após policiais identificarem comando interno no sistema prisional.
Líder preso comandava finanças e dividia lucros do esquema
A Polícia Civil identificou o principal investigado como líder financeiro do grupo. Mesmo preso, ele coordenava semanalmente a arrecadação e distribuía os lucros entre integrantes da organização.
Somente na primeira semana de novembro de 2023, os golpes digitais renderam R$ 105,9 mil, segundo a investigação. No mesmo mês, o grupo movimentou mais de R$ 200 mil, valor incompatível com qualquer renda formal declarada.
Os investigadores também mapearam pontos de venda de drogas em diversos bairros de Cuiabá. O grupo comercializava pasta base de cocaína, cocaína refinada e skunk, conhecido como “supermaconha”.
Grupo usava contas de terceiros e empresas familiares
Os investigados ocultavam a origem ilícita dos recursos com técnicas de lavagem de dinheiro. Eles fracionavam transferências, utilizavam contas bancárias de terceiros e registravam empresas em nome de familiares.
O delegado Eduardo Ribeiro afirmou que o grupo mantinha estrutura organizada e métodos sofisticados para esconder patrimônio. Segundo ele, os criminosos tentavam dificultar rastreamento e responsabilização penal.
Distribuição de cestas básicas buscava influência local
As investigações mostraram que o grupo distribuía cestas básicas em comunidades e promovia eventos esportivos. Além de ampliar influência social, os encontros geravam lucro extra com venda de bebidas alcoólicas.
Para os investigadores, essa estratégia fortalece a presença territorial da facção e intimida moradores, o que reduz denúncias formais às autoridades. A polícia não informou quantos bairros sofreram impacto direto.
Por celulares ilegais, recados externos e rede de comparsas fora do presídio.
A Justiça mantém o valor retido até decisão final do processo.
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