A Polícia Civil cumpriu 12 ordens judiciais nesta última quinta-feira (17), durante a Operação Terra Prometida, deflagrada pela Polícia Civil de Goiás. A ação investigou uma suposta fraude imobiliária e alcançou Rondonópolis, Guiratinga e Alto Garças, no sul de Mato Grosso.
As equipes cumpriram seis mandados de prisão preventiva e seis de busca e apreensão nos três municípios. Policiais da Regional de Rondonópolis coordenaram a ação com apoio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) e das delegacias de Guiratinga, Alto Garças e Alto Taquari.
A Justiça expediu sete mandados de prisão contra os investigados. Os policiais localizaram seis deles durante a operação, mas não encontraram um homem de 61 anos. O suspeito permanece foragido, e as equipes continuam as buscas para localizá-lo e cumprir a ordem judicial.
Investigados acabaram presos em três cidades
Em Rondonópolis, os policiais prenderam três homens, de 54, 59 e 34 anos. Em Guiratinga, as equipes localizaram e prenderam uma mulher de 45 anos e um homem de 54 anos. Já em Alto Garças, os agentes prenderam outro homem, de 31 anos.
Durante as buscas, os policiais apreenderam três veículos, aparelhos celulares e outros materiais. A investigação poderá utilizar os objetos para identificar a participação de cada investigado e esclarecer como os suspeitos conduziram a negociação da propriedade rural.
Após a operação, os policiais encaminharam os seis presos às respectivas unidades policiais. As equipes também separaram os materiais apreendidos para posterior análise. A Polícia Civil de Goiás receberá os objetos e continuará a investigação iniciada no município de Mineiros.
Investigação aponta fraude na venda de propriedade rural
A Polícia Civil de Mineiros iniciou a investigação após identificar uma suposta fraude envolvendo a venda de uma propriedade rural. Segundo os investigadores, pessoas que não seriam proprietárias legítimas do imóvel teriam participado da negociação e apresentado a área como se pudessem vendê-la.
A investigação aponta que sete pessoas teriam participado do esquema e dividido tarefas para executar a suposta fraude. Os investigadores estimam que a negociação provocou prejuízo superior a R$ 3 milhões a uma vítima residente em Mineiros, em Goiás.
As autoridades agora analisarão documentos, celulares, veículos e outros materiais recolhidos durante a operação. A análise poderá ajudar os investigadores a reconstruir as negociações, identificar a função de cada suspeito e verificar o destino dos valores envolvidos.
Justiça bloqueia mais de R$ 3 milhões
Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 3 milhões em bens e valores relacionados aos investigados. As autoridades cumpriram a medida simultaneamente em Mato Grosso e Goiás para preservar recursos que possam estar ligados ao prejuízo investigado.
O bloqueio também poderá garantir eventual reparação dos danos, caso a Justiça reconheça a responsabilidade dos investigados e determine a restituição dos valores. A medida, porém, não representa condenação, já que a investigação ainda precisa reunir e analisar as provas.
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