Polícia Civil prende suspeito apontado como braço operacional de facção em Mato Grosso; veja vídeo

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (26), a segunda fase da Operação Roleta Russa para combater uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro. A ação cumpre um mandado de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão contra um investigado apontado como braço operacional de uma liderança da facção.

Polícia Civil prende suspeito apontado como braço operacional

A Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) conduzem a operação. O Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias expediu os mandados após a Polícia Civil reunir novos elementos durante o avanço das investigações.

Segundo a investigação, o suspeito prestava apoio operacional a um integrante da liderança da organização criminosa. O integrante cumpre prisão na Penitenciária Central do Estado (PCE). Os investigadores apontam que o alvo auxiliava na movimentação de recursos e na ocultação de patrimônio ligado ao grupo.

Investigadores identificam ocultação de patrimônio

A Polícia Civil identificou indícios de que o investigado utilizava contas próprias e de terceiros para movimentar valores atribuídos à organização criminosa. Os investigadores também encontraram registros de transferências, operações via Pix e rateios que, segundo a apuração, facilitavam a circulação dos recursos entre diferentes pessoas.

A investigação também apontou que o suspeito negociava e ocultava veículos relacionados ao grupo. Entre os bens identificados, os investigadores encontraram um Toyota Corolla Cross avaliado em mais de R$ 150 mil.

Segundo a Polícia Civil, o integrante da facção preso possuía o veículo, mas transferiu o automóvel para o nome da mãe do investigado. O suspeito mantinha o carro em sua residência e, conforme a apuração, outra integrante da organização criminosa utilizava o automóvel.

Polícia identifica negociação de outro veículo

Os investigadores também apontaram a participação do suspeito na intermediação da compra de outro veículo. Conforme a apuração, o integrante da facção preso comprou o automóvel e destinou o bem a outra pessoa ligada ao grupo criminoso.

A Polícia Civil identificou diversas transações bancárias durante a análise do material apreendido na primeira fase da operação. Os investigadores avaliam que os envolvidos utilizavam diferentes contas para movimentar os recursos e dificultar o rastreamento do dinheiro.

A apuração indica ainda que o investigado mantinha contato operacional com o integrante preso havia aproximadamente cinco anos. Os investigadores também levantaram suspeitas sobre eventual participação dele em outros crimes, como posse ilegal de arma de fogo e homicídios.

Justiça determina bloqueio de até R$ 120 mil

Além da prisão e da busca, a Justiça determinou bloqueios de ativos financeiros. A decisão permite bloquear até R$ 100 mil do principal investigado. A Justiça também autorizou o bloqueio de até R$ 20 mil de outro investigado e da empresa registrada em seu nome.

As medidas impedem que os investigados movimentem ou transfiram determinados valores durante a investigação. A Polícia Civil busca identificar outros integrantes da estrutura criminosa e descobrir como o grupo movimentava e ocultava recursos.

Primeira fase da Operação Roleta Russa

A Polícia Civil deflagrou a primeira fase da Operação Roleta Russa em maio de 2026. Na ocasião, os policiais cumpriram 12 ordens judiciais contra integrantes de uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas, extorsão e outros crimes em Cuiabá.

A primeira fase teve como principal alvo um conselheiro da organização criminosa. Depois de analisar documentos, aparelhos e outros materiais apreendidos naquela etapa, os investigadores encontraram novos elementos que sustentaram os pedidos das medidas judiciais cumpridas nesta quarta-feira.

A segunda fase amplia a apuração sobre pessoas que, segundo os investigadores, auxiliavam a estrutura criminosa. A Polícia Civil agora procura identificar os responsáveis pela movimentação financeira, ocultação de patrimônio e eventual participação em outros crimes.

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