Polícia Civil mira influencer suspeita de promover plataformas clandestinas de jogos de azar em Nova Mutum; veja vídeo

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta terça-feira (8), a Operação Jogo Duplo para investigar uma digital influencer de 30 anos, moradora de Nova Mutum, suspeita de divulgar plataformas clandestinas de jogos de azar pela internet. Segundo a investigação, ela movimentou R$ 928 mil em menos de um ano, embora declarasse renda mensal de R$ 901.

Influencer divulgava plataformas para 120 mil seguidores

A Delegacia de Roubos e Furtos (Derf) de Nova Mutum investiga a participação da influencer na divulgação remunerada de plataformas clandestinas. A suspeita utilizava seu perfil no Instagram, que reúne aproximadamente 120 mil seguidores, para promover os sites e atrair novos apostadores.

Segundo a Polícia Civil, ela utilizava um link diferente daquele disponibilizado aos usuários comuns. Por meio desse acesso, a influencer sempre conseguia resultados positivos e gravava vídeos para mostrar supostos ganhos financeiros aos seguidores.

A estratégia criava nos usuários a expectativa de alcançar os mesmos resultados. A investigação aponta que a divulgação induzia as vítimas a apostar sob a promessa de ganhos financeiros e enriquecimento fácil.

Investigação aponta centenas de boletins de ocorrência

O delegado Jean Paulo Ferreira, responsável pela investigação, informou que a empresa divulgada pela suspeita acumula 355 boletins de ocorrência por estelionato registrados em diferentes estados brasileiros.

A investigação também identificou situações em que usuários conseguiam obter supostos ganhos dentro das plataformas, mas depois enfrentavam dificuldades para sacar o dinheiro. Segundo os investigadores, algumas empresas permaneciam ativas por apenas dois ou três meses.

Após esse período, os responsáveis encerravam as plataformas e mudavam seus nomes. Mesmo assim, a influencer continuava divulgando novos links, conforme os sites trocavam de identificação.

Suspeita movimentou R$ 928 mil em dez meses

Entre junho de 2025 e abril de 2026, a investigada movimentou R$ 928 mil em uma conta bancária. O valor chamou a atenção dos investigadores porque ela não mantinha vínculo empregatício formal e declarava renda mensal de apenas R$ 901.

A Polícia Civil apura se os valores possuem relação com os pagamentos recebidos pela divulgação das plataformas clandestinas. Os investigadores também analisam se a suspeita utilizou mecanismos para ocultar ou dissimular a origem dos recursos.

A apuração financeira integra as investigações sobre possível lavagem de capitais. Os investigadores ainda buscam identificar outras pessoas que possam ter participado da estrutura responsável pela divulgação ou administração das plataformas.

Polícia apreende veículos e equipamentos

Durante a Operação Jogo Duplo, os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão e executaram outras medidas autorizadas pela Justiça. A operação também determinou a quebra do sigilo telemático dos aparelhos recolhidos e a suspensão do perfil da investigada no Instagram.

A Justiça determinou ainda o uso de tornozeleira eletrônica, o sequestro de veículos registrados em nome da suspeita e o bloqueio de R$ 642.845,45. A decisão também autorizou a quebra do sigilo fiscal referente aos anos de 2023 a 2026.

Os policiais apreenderam um jet ski, duas motonetas elétricas, quatro motocicletas, um Volkswagen Jetta, uma carretinha, um reboque para jet ski, uma câmera, dois celulares e um drone.

Polícia apura exploração de jogos e lavagem de capitais

A Polícia Civil apura possíveis crimes de exploração de jogos de azar, obtenção de vantagem ilícita mediante indução de terceiros ao erro, publicidade enganosa, promessa de enriquecimento fácil, associação criminosa e lavagem de capitais.

A investigação busca reunir provas sobre a atuação da influencer e identificar a eventual participação de outras pessoas. As autoridades também analisam a origem dos valores movimentados e a relação entre os recursos financeiros e a divulgação das plataformas.

A eventual responsabilização criminal dependerá da conclusão das investigações e da análise das provas reunidas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, caso o procedimento avance para essa etapa.

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