Uma forte tempestade atingiu Nova York nesta segunda-feira (14) e, como resultado, alagou a estação 28th Street do metrô. De forma repentina, a água começou a jorrar do teto e tomou conta da plataforma, forçando um trem a parar com passageiros dentro. Diante da situação, o condutor alertou: “Não consigo abrir as portas, não é seguro”.
Plataforma de metrô é tomada por água da enchente nos EUA, e passageiros ficam presos pic.twitter.com/n0loWjx509
— Perrengue2 (@perrengue2025) July 15, 2025
Ao mesmo tempo, os vídeos gravados por passageiros viralizaram nas redes sociais. Um deles já ultrapassou 7 milhões de visualizações. As imagens chocaram internautas e aumentaram a pressão sobre a gestão da infraestrutura da cidade, especialmente o sistema de transporte subterrâneo.
Chuva intensa revela falhas graves na drenagem urbana
De acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia, a cidade enfrentou, em poucas horas, um volume de chuva equivalente a dois dias. Como era esperado, o sistema de drenagem, já considerado defasado por especialistas, não suportou o impacto. Além disso, duas das principais vias expressas de Nova York as rodovias 87 e 95 tornaram-se intransitáveis.
Consequentemente, diversas regiões da cidade entraram em alerta, principalmente as áreas mais baixas e vulneráveis a enchentes. Segundo urbanistas, o problema se repete com frequência porque a cidade não modernizou sua infraestrutura para lidar com eventos climáticos cada vez mais extremos.
Eventos extremos crescem nos EUA e acendem alerta nacional
Enquanto Nova York lidava com o caos urbano, outros estados também enfrentavam desastres. No Texas, tempestades recentes causaram mais de 100 mortes. Simultaneamente, no Novo México, a força das águas destruiu casas e provocou ao menos três óbitos.
Esses episódios se somam a uma estatística preocupante: apenas em 2025, os Estados Unidos já registraram mais de 14 eventos climáticos com prejuízos superiores a US$ 1 bilhão. Diante disso, especialistas alertam que o país precisa agir com rapidez para evitar novas tragédias. Além de ações emergenciais, cidades devem repensar o planejamento urbano diante da crise climática.
Perguntas frequentes
Atualmente, muitos sistemas já operam no limite e falham sob pressão intensa de chuvas.
A falta de investimentos contínuos e a burocracia emperram reformas estruturais.
Atualizar os sistemas de drenagem, ampliar áreas verdes e investir em alertas precoces são medidas urgentes.


