O governador em exercício de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, colocou a saúde pública no centro das atenções ao anunciar um decreto que cria uma espécie de tabela estadual do Sistema Único de Saúde. A medida busca ampliar atendimentos, atrair hospitais particulares e acelerar cirurgias, exames e tratamentos em todo o estado.
Além do novo modelo, Pivetta confirmou a destinação de R$ 400 milhões para média e alta complexidade. O investimento mira pacientes que aguardam internações e procedimentos especializados.
A iniciativa chamou atenção porque coloca Mato Grosso entre os estados que buscam soluções próprias para enfrentar filas históricas na saúde.
Pivetta aposta em modelo estadual para acelerar atendimentos
Ao defender a medida, Pivetta afirmou que a nova tabela organiza melhor os serviços e cria condições para ampliar a rede de atendimento. Na prática, o estado passa a estabelecer valores de referência para procedimentos realizados por unidades credenciadas.
Governos estaduais costumam reclamar da defasagem da tabela nacional do SUS em algumas áreas. Isso reduz o interesse de hospitais privados em firmar contratos para certos atendimentos.
Com a nova política, Pivetta tenta tornar a parceria mais viável e ampliar a oferta de vagas.
Governador mira hospitais privados para reforçar rede pública
Um dos focos centrais do decreto é estimular hospitais particulares a se habilitarem para atender pacientes do sistema público. Isso pode incluir cirurgias eletivas, exames complexos e internações.
Em um estado com longas distâncias territoriais como Mato Grosso, ampliar pontos de atendimento pode reduzir deslocamentos e tempo de espera.
A estratégia também busca aproveitar estruturas já existentes, sem depender apenas da construção de novos hospitais.
R$ 400 milhões entram em área crítica
Pivetta direcionou R$ 400 milhões para média e alta complexidade, setores que concentram procedimentos de maior custo e alta demanda.
Entram nessa lista cirurgias especializadas, UTI, cardiologia, oncologia e exames avançados. São justamente áreas que costumam gerar filas e pressão sobre a rede pública.
O anúncio reforça a prioridade do governo em ampliar capacidade hospitalar e reduzir gargalos.
Fim das filas vira meta política
Ao colocar recursos e novo modelo regulatório na mesa, Pivetta assume uma promessa de alto impacto: reduzir filas para diagnóstico, cirurgias e tratamentos.
A espera prolongada por atendimento é uma das maiores reclamações da população em vários estados. Por isso, ações rápidas nessa área costumam gerar forte repercussão pública.
Mato Grosso observa próximos resultados
Com o decreto assinado, a expectativa agora recai sobre a adesão dos hospitais e a velocidade dos atendimentos. Se funcionar, o modelo pode se tornar referência regional.
Perguntas curiosas
Quem anunciou a medida?
Otaviano Pivetta, governador em exercício.
Quanto será investido?
R$ 400 milhões.
Qual a principal meta?
Reduzir filas de exames, cirurgias e tratamentos.







