O governador de Mato Grosso Otaviano Pivetta apontou a proposta de emenda constitucional que discute mudanças na escala de trabalho 6×1 e afirmou que o debate tem caráter mais político e eleitoral do que voltado aos interesses reais dos trabalhadores.
Ao comentar o tema, Pivetta afirmou que a discussão ganhou velocidade em um momento politicamente estratégico e questionou a forma como a proposta vem sendo conduzida.
“Muito mais eleitoreira do que pró-trabalhador”, declarou o governador.
Pivetta defende liberdade econômica
Durante a fala, o governador afirmou ser contrário ao excesso de interferência do Estado nas relações de trabalho e defendeu maior liberdade para negociações entre empregadores e trabalhadores.
Segundo ele, as relações trabalhistas deveriam ser resolvidas por meio de acordos entre empresas, sindicatos e funcionários, sem imposições diretas do governo federal.
“Eu sou favorável à liberdade econômica. Eu sou favorável à negociação”, afirmou.
Pivetta também declarou que o Brasil já possui uma quantidade elevada de leis trabalhistas e que o foco deveria estar no cumprimento das regras existentes.
“Nós já temos lei que chega”, disse.
Governador critica prioridades do governo federal
Além das críticas à PEC, o governador aproveitou para cobrar maior atuação do governo federal no combate ao crime organizado.
Segundo Pivetta, o país enfrenta crescimento de estruturas criminosas que disputam espaço com o próprio Estado brasileiro, especialmente entre jovens.
“Onde precisa endurecer mesmo é no crime organizado”, afirmou.
O governador declarou ainda que não vê ações nacionais coordenadas suficientemente fortes para enfrentar o avanço das organizações criminosas no país.
Debate sobre escala 6×1 ganha força no país
A discussão sobre mudanças na escala de trabalho 6×1 vem mobilizando setores políticos, empresariais e trabalhadores em todo o Brasil.
Defensores da proposta argumentam que a medida pode ampliar qualidade de vida e equilíbrio entre trabalho e descanso. Já críticos apontam possíveis impactos econômicos e aumento de custos para empresas.
Ao comentar o assunto, Pivetta reforçou sua defesa de menor participação estatal na economia.
“Quanto menos governo, quanto mais longe o governo ficar, na minha opinião, é melhor”, afirmou.
O tema segue em debate no cenário político nacional e deve continuar gerando discussões entre parlamentares, empresários e representantes de trabalhadores nos próximos meses.







