O piloto Rodrigo Guerke Vieites Gil, de 44 anos, deixou a prisão após pagar fiança de R$ 5.673,50, determinada durante audiência de custódia realizada no domingo (21), em Cuiabá. Ele havia sido preso em flagrante no sábado (20), acusado de atropelar uma controladora de acesso de 25 anos durante um evento da Stock Car Pro Series realizado no Parque Novo Mato Grosso. De acordo com o boletim de ocorrência, o caso aconteceu quando o piloto tentou acessar uma área restrita do evento sem a credencial exigida. A funcionária impediu a entrada e, segundo relatos de testemunhas e policiais que atenderam a ocorrência, Rodrigo teria se exaltado durante a discussão.
Mensagens antecederam ocorrência
Ainda conforme o registro policial, o piloto teria enviado mensagens de áudio a um responsável pela segurança afirmando que passaria por cima da funcionária caso não recebesse autorização para entrar no local. Na sequência, ele teria acelerado o veículo Chevrolet Spin que conduzia, atingindo a vítima e também cones de sinalização posicionados na entrada da área restrita. A jovem recebeu atendimento médico no local e seguiu para a UPA Verdão. O laudo pericial apontou lesões contusas, sem registro de fraturas, embora a vítima tenha relatado dores e dificuldade para caminhar.
Defesa apresentou laudo médico
Durante a audiência de custódia, a defesa apresentou documentos relacionados à atividade profissional do piloto e um atestado médico psiquiátrico. Segundo os advogados, Rodrigo possui diagnóstico de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e utiliza medicamentos controlados, entre eles Venvanse, Concerta e Alprazolam. O documento médico anexado ao processo afirma que o tratamento pode provocar comportamentos impulsivos e agressivos.
Justiça concedeu liberdade provisória
O Ministério Público se manifestou pela homologação da prisão em flagrante e pela concessão de liberdade provisória com aplicação de medidas cautelares. Ao analisar o caso, o juiz Valter Fabrício Simioni da Silva destacou que não houve pedido do Ministério Público nem representação da autoridade policial para converter a prisão em flagrante em prisão preventiva. Por esse motivo, a legislação impede que o magistrado determine a medida por iniciativa própria. Além da fiança, a decisão estabeleceu restrições ao investigado, incluindo a proibição de frequentar bares, boates e prostíbulos. O caso continuará sendo investigado pelas autoridades para apurar as circunstâncias do atropelamento ocorrido durante o evento automobilístico na capital mato-grossense.











