A Polícia Federal (PF), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) intensificaram o combate à extração ilegal de minério em áreas indígenas e rios do norte de Mato Grosso. As equipes concentraram as ações na região de Apiacás, na Terra Indígena Kayabi e nos rios Teles Pires e São Benedito.
Investigação identifica degradação provocada pelo garimpo
A Polícia Federal iniciou as investigações sobre a exploração mineral irregular em 2023. Desde então, os órgãos federais reuniram informações e identificaram uma extensa área de degradação ambiental causada pela atividade garimpeira.
Segundo os órgãos responsáveis pelas ações, os garimpeiros provocaram prejuízos estimados em aproximadamente R$ 15 milhões. A fiscalização busca interromper a exploração ilegal e impedir que os responsáveis ampliem os danos ambientais nas áreas protegidas.
As equipes concentraram parte da operação nas margens e na extensão dos rios Teles Pires e São Benedito. Durante as diligências, os agentes localizaram estruturas utilizadas para retirar minério de forma irregular.
Agentes destroem balsas usadas no garimpo
Durante uma das ações realizadas na região de Apiacás, os agentes destruíram balsas que os garimpeiros utilizavam para retirar minério dos rios. As equipes também apreenderam combustível e ouro que, segundo os órgãos de fiscalização, os criminosos extraíram ilegalmente.
As balsas provocavam impactos diretamente nos cursos d’água. Conforme os órgãos federais, a atividade garimpeira aumentava o assoreamento dos rios e prejudicava a qualidade da água.
A fiscalização também busca impedir que os garimpeiros instalem novas estruturas na região. PF, Ibama e Funai atuam de forma integrada para investigar crimes, fiscalizar infrações ambientais e proteger as terras indígenas.
Garimpo altera rios e ameaça recursos naturais
A exploração mineral irregular pode alterar o leito dos rios, remover sedimentos e comprometer a qualidade da água. A atividade também pode atingir recursos naturais utilizados pelas comunidades indígenas que vivem nos territórios protegidos.
A legislação brasileira exige autorização dos órgãos competentes para a exploração mineral. Os responsáveis também precisam cumprir as normas ambientais e respeitar as regras aplicáveis às áreas indígenas.
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