Pescador registra captura de peixe amazônico no Pantanal mato-grossense e acende alerta ambiental; veja vídeo

Vovô de Olho Vídeo principal 1min 59s

Um pescador capturou um pirarucu nas águas do Rio Paraguai, na região da Baía da Campina, em Cáceres, a 225 quilômetros de Cuiabá. O registro inédito chamou a atenção de moradores e especialistas porque a espécie pertence à Bacia Amazônica e não ocorre naturalmente no Pantanal. O vídeo da captura circulou nas redes sociais e ampliou a preocupação sobre possíveis impactos ambientais.

Logo após retirar o peixe da água, o pescador gravou um vídeo e destacou a raridade do episódio. “Esse é o primeiro exemplar que vejo no Rio Paraguai. Nunca tinha encontrado um peixe da Amazônia por aqui”, afirmou. O animal impressionou pelo porte e reforçou suspeitas sobre a presença de espécies exóticas na região.

Predador pode alterar a fauna nativa do Rio Paraguai

Biólogos classificam o pirarucu como espécie exótica invasora na Bacia do Alto Paraguai. A espécie ocupa o topo da cadeia alimentar e consome grandes quantidades de peixes, crustáceos e outros organismos aquáticos. Por esse motivo, sua presença representa uma ameaça direta ao equilíbrio ecológico do Pantanal.

O pirarucu compete por alimento, reduz populações de espécies nativas e altera a dinâmica dos ambientes aquáticos. Como os peixes da região não evoluíram ao lado desse predador, eles enfrentam maiores dificuldades para disputar espaço e recursos naturais.

Pesquisadores alertam que a reprodução da espécie pode ampliar os impactos ambientais. Caso novos exemplares ocupem rios, baías e corixos da região, o Pantanal poderá enfrentar perdas de biodiversidade e prejuízos para a pesca artesanal.

Escape de pisciculturas lidera hipóteses

Especialistas apontam o escape de tanques de piscicultura como a principal explicação para a presença do pirarucu no Rio Paraguai. Durante períodos de cheia, estruturas de criação podem romper ou transbordar, permitindo que peixes alcancem rios e afluentes.

Técnicos também investigam a possibilidade de introdução clandestina da espécie em represas e corpos d’água da região. Essa prática aumenta os riscos ambientais e dificulta o controle de espécies invasoras.

Mhylenna

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