Pela 1ª vez no Brasil, Global Fact reúne especialistas no Rio e coloca combate à desinformação no centro do debate mundial; Veja vídeo

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Começou nesta quarta-feira (25), no Rio de Janeiro, a 12ª edição do Global Fact, o maior evento mundial sobre checagem de fatos. Organizado pela International Fact-Checking Network (IFCN) e pela FGV, com apoio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o encontro reúne jornalistas, acadêmicos, autoridades e representantes de plataformas digitais de vários países. É a primeira vez que o Brasil sedia o evento, reforçando sua posição estratégica no debate sobre a desinformação.

O objetivo principal do encontro é discutir estratégias eficazes de enfrentamento às fake news, promover o intercâmbio de boas práticas e ampliar o alcance de ações colaborativas para proteção da democracia. A realização do evento no país acontece em meio a um cenário político polarizado, marcado por desinformação em larga escala nas redes sociais.

Ministros reforçam papel institucional no combate às fake news

A abertura do evento contou com participações virtuais de autoridades brasileiras. O ministro do STF, Alexandre de Moraes, destacou a importância da regulação das plataformas e o papel da Justiça no enfrentamento da desinformação. Já a ministra Cármen Lúcia ressaltou que fake news “corroem a democracia de dentro para fora”, e defendeu o fortalecimento da educação midiática como ferramenta essencial.

Também presente, o advogado-geral da União, Jorge Messias, classificou o combate à desinformação como pauta de segurança pública. Segundo ele, é preciso garantir que o ambiente digital respeite os direitos fundamentais e que as plataformas não sirvam como espaços de manipulação ou disseminação de ódio.

Cooperação global e inovação como armas contra a mentira

Durante os painéis, especialistas internacionais compartilharam iniciativas de verificação de fatos em contextos eleitorais, de crises sanitárias e conflitos geopolíticos. Representantes de organizações como Africa Check, FactCheck.org, Full Fact (Reino Unido) e Aos Fatos (Brasil) enfatizaram a necessidade de cooperação global e o uso de inteligência artificial para identificar conteúdos falsos de forma mais rápida.

A edição deste ano também trouxe à tona o desafio das deepfakes e da manipulação algorítmica, além de discutir os limites entre moderação de conteúdo e liberdade de expressão. O consenso é de que apenas a checagem isolada não basta — é preciso envolver governos, plataformas e sociedade civil.

Brasil no centro da discussão global

A escolha do Brasil como sede do Global Fact 12 foi estratégica. O país tem enfrentado graves casos de desinformação nas eleições, durante a pandemia e em episódios de instabilidade institucional. Sediar o evento fortalece o protagonismo brasileiro na defesa da informação confiável como pilar da democracia.

Perguntas e respostas

  1. Por que o Brasil foi escolhido para sediar o Global Fact?
    Porque tem papel central no combate à desinformação em contextos democráticos.
  2. As plataformas digitais participaram do evento?
    Sim, com representantes discutindo responsabilidade e regulação.
  3. O Global Fact gera propostas concretas?
    Sim, o evento produz relatórios, recomendações e articulações entre países e organizações.
Fabíola Maria Costa Silva

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