A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá Paula Calil afirmou que a aquisição de livros e materiais de informática para escolas sem laboratório levantou novos questionamentos durante visita técnica realizada com o presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso Sérgio Ricardo.
Segundo Paula, uma das principais preocupações relatadas pelas diretoras das escolas envolve justamente a compra de materiais incompatíveis com a realidade das unidades escolares.
“Adquiriu livros para informática, mas eles não têm laboratório de informática. Como que vão ensinar as crianças se não tem laboratório?”, questionou.
Vereadores acompanham fiscalização em escolas
A presidente da Câmara explicou que parlamentares participaram presencialmente da vistoria para acompanhar a situação dos materiais armazenados e já distribuídos às escolas da rede municipal.
De acordo com ela, ouvir as diretoras e profissionais que atuam diretamente nas unidades escolares é essencial para entender os problemas enfrentados pela Educação municipal.
“É importante ouvir quem está lá na ponta, quem está na escola”, afirmou.
Durante a visita, foram feitos apontamentos sobre possíveis irregularidades na aquisição de livros, kits pedagógicos e materiais considerados inadequados para os alunos.
Câmara avalia abertura de CPI
Paula Calil confirmou que vereadores já protocolaram pedidos de Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar os contratos da Educação, mas explicou que a Câmara possui atualmente cinco CPIs em andamento.
Segundo ela, uma nova comissão só poderá ser instalada após o encerramento de uma das investigações já existentes.
Mesmo assim, a presidente afirmou que a Comissão de Educação da Câmara já começou a se mobilizar para discutir o caso.
Entre as medidas adotadas, está a convocação do secretário de Economia, Marcelo Bussiki, e do contador Éder Galiciani para prestarem esclarecimentos no Legislativo.
“Os dois nomes foram citados ontem em plenário”, disse.
Falta de prioridade na Educação preocupa vereadores
Paula Calil também relembrou visitas realizadas às escolas no início do ano, quando diretores relataram dificuldades por falta de repasses para pequenos reparos e compra de materiais básicos.
Segundo ela, naquele momento as unidades enfrentavam problemas para receber os alunos no começo do ano letivo.
“Hoje eu ouço aqui essa fala justamente que houve repasse para a Secretaria de Educação, mas as prioridades não foram atendidas”, declarou.
A presidente da Câmara afirmou que o Legislativo seguirá acompanhando as investigações e ouvindo todos os envolvidos para esclarecer os fatos relacionados às compras realizadas pela Secretaria Municipal de Educação.







