O pai de Olga Beatriz Santos da Silva, de 12 anos, afirmou à Polícia Civil que perdeu o controle após encontrar mensagens trocadas pela filha com outra pessoa no celular. Segundo o delegado Nilson Farias, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o homem disse que não pretendia matar a menina, mas apertou o pescoço dela durante uma discussão e provocou a perda de consciência da vítima.
O suspeito relatou que pressionou o pescoço da adolescente com força. A compressão rompeu vasos sanguíneos e provocou sangramento pelo nariz. Equipes médicas receberam a menina pouco tempo depois, mas ela chegou praticamente sem vida. Os profissionais de saúde confirmaram a morte.
A Polícia Civil mantém o investigado preso no presídio da cidade. Os policiais ainda não localizaram a mãe da adolescente para confrontar e confirmar a versão apresentada pelo suspeito. O caso segue sob investigação.
Delegado autua pai por feminicídio qualificado contra menor de 14 anos
O delegado Nilson Farias coordenou a prisão em flagrante e autuou o suspeito por feminicídio com agravante pelo fato de a vítima ter menos de 14 anos. A autoridade policial afirmou que o investigado assumiu o risco de provocar a morte da filha ao aplicar a agressão.
Para a Polícia Civil, o homem compreendia as consequências dos próprios atos. Os investigadores também consideram relevante o fato de ele não ter acionado socorro após perceber a gravidade da situação.
A legislação brasileira classifica o feminicídio como crime hediondo. Quando a vítima possui menos de 14 anos, a Justiça pode aplicar aumento de pena em razão das qualificadoras previstas no Código Penal.
Discussão começou após pai acessar conversa da filha no Instagram
Segundo a investigação, pai e filha participaram de uma confraternização familiar em um clube durante o domingo. A família comemorava o aniversário do avô da menina. O suspeito admitiu que consumiu bebida alcoólica durante o evento.
Ao retornar para casa, ele pegou o celular da filha e acessou mensagens trocadas com um garoto pelo Instagram. A conversa provocou uma discussão. Durante o depoimento, o homem confessou que esganou a adolescente.
O delegado Nilson Farias afirmou que a intensidade da agressão rompeu vasos sanguíneos e provocou sangramento nasal. Mesmo diante da gravidade do quadro, o suspeito deixou a residência sem pedir ajuda.
Polícia encontrou vestígios de sangue no quarto da adolescente
Peritos da Politec encontraram manchas de sangue no quarto onde a adolescente caiu. Os técnicos também localizaram vestígios em uma bermuda pertencente ao suspeito.
Os peritos realizaram os procedimentos de coleta e preservação das evidências para auxiliar a investigação. A Polícia Civil aguarda os laudos periciais para confirmar a causa da morte e concluir o inquérito.
Os investigadores acreditam que os exames técnicos vão esclarecer detalhes da dinâmica do crime e reforçar os elementos já reunidos durante as diligências.
Mãe encontrou filha caída dentro da residência
A mãe da adolescente foi até a casa do ex-companheiro para buscar a filha. Ao chegar ao imóvel, ouviu do suspeito que a menina não estava no local e brincava na casa de uma vizinha.
A mulher desconfiou da informação, entrou na residência e encontrou Olga caída no chão de um dos quartos. A adolescente apresentava lesões pelo corpo. Familiares levaram a vítima para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Verdão, em Cuiabá, mas a equipe médica apenas confirmou a morte.
Após a confirmação do óbito, Claudinei da Silva, de 42 anos, apresentou-se espontaneamente à polícia. Os investigadores o encaminharam para a DHPP, onde ele prestou depoimento e recebeu voz de prisão em flagrante.







