Pablo Marçal leva 220 pessoas para mentoria em Israel, país em guerra com Palestina e Irã; veja vídeo

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Apesar dos alertas internacionais e do clima de tensão no Oriente Médio, Pablo Marçal, ex-candidato à Prefeitura de São Paulo, conduziu 220 seguidores em uma caravana espiritual que chegou a Israel na última quarta-feira (25). Antes disso, o grupo percorreu o Egito e a Jordânia, seguindo de ônibus até o destino final. Segundo Marçal, a viagem não tem caráter turístico, mas sim espiritual, o que justificaria, em suas palavras, “o propósito maior”. Ainda que o país estivesse envolvido em conflitos com a Palestina e, mais recentemente, com o Irã, o grupo desembarcou com base em uma suposta autorização do governo israelense.

Mentoria espiritual de alto custo promete transformação

Além disso, a jornada não foi acessível para todos. Marçal comercializou vagas para o “êxodo moderno” por valores que chegaram a R$ 77 mil, divididos em até 12 parcelas. Conforme anunciado nas redes sociais, os participantes passariam por experiências simbólicas como a travessia do Mar Vermelho, inspirada em narrativas bíblicas. Ao divulgar a iniciativa, Marçal afirmou que o grupo foi o primeiro a pisar em Israel após o início dos confrontos recentes. Por isso, ele reforçou a ideia de que a missão teve respaldo espiritual e não se tratou apenas de uma viagem exótica.

Enquanto lidera fiéis no exterior, responde à Justiça no Brasil

Por outro lado, Marçal enfrenta problemas legais em território brasileiro. Ele responde como réu por ter colocado 32 pessoas em risco durante uma escalada no Pico dos Marins, em 2022. Na época, a ação foi amplamente criticada por falta de preparo e segurança. Agora, com a nova expedição, reacende-se o debate sobre os limites da liderança espiritual e o uso comercial da fé. Embora seus seguidores o tratem como guia iluminado, críticos apontam que suas ações flertam com a irresponsabilidade. Ao unir espiritualidade, marketing e alto risco, Pablo Marçal continua a polarizar opiniões e a alimentar polêmicas.

Perguntas frequentes

Afinal, a fé justifica a exposição ao perigo em zonas de conflito?

Para Marçal, sim. Para especialistas em segurança, definitivamente não.

O alto custo da viagem revela devoção ou exploração?

Depende da perspectiva: os fiéis enxergam investimento, críticos veem oportunismo.

Marçal corre risco de ser processado novamente por essa nova aventura?

Caso haja incidentes, novas ações judiciais podem ocorrer.

Lucas

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