O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, comentou a saída de Marcelo Padeiro da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e afirmou que o ex-integrante da comissão pretendia dizer que o então candidato apoiado pelo ex-governador Silval Barbosa à Prefeitura de Cuiabá, nas eleições de 2012, teria utilizado, supostamente, recursos relacionados às obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) durante a campanha eleitoral. Segundo Pivetta, essa seria a informação que Marcelo Padeiro buscava apresentar no âmbito dos trabalhos da comissão.
Ao abordar o assunto, o governador ressaltou que a afirmação se refere a uma suposta irregularidade e que cabe às autoridades competentes apurar os fatos e verificar a existência de provas que sustentem a acusação. Pivetta também comentou o desligamento de Marcelo Padeiro da CPI, tema que voltou a repercutir no cenário político estadual.
Governador comenta declarações atribuídas a Marcelo Padeiro
Durante a manifestação, Pivetta afirmou que Marcelo Padeiro pretendia relatar que recursos vinculados às obras do VLT teriam sido utilizados, supostamente, para beneficiar a campanha do candidato apoiado por Silval Barbosa em 2012.
O governador não apresentou documentos ou novos elementos sobre a alegação e destacou que eventuais responsabilidades devem ser apuradas pelos órgãos competentes, respeitando o devido processo legal e o direito à ampla defesa dos envolvidos.
Caso volta a colocar VLT no centro do debate
As declarações reacendem discussões sobre as obras do VLT, iniciadas para a Copa do Mundo de 2014 e que permaneceram inacabadas por vários anos. O empreendimento já foi alvo de investigações envolvendo suspeitas de irregularidades, além de acordos de colaboração premiada e processos conduzidos por órgãos de controle e pelo Poder Judiciário.
O tema continua gerando repercussão política em Mato Grosso, principalmente quando surgem novas declarações relacionadas ao período de execução das obras e à destinação dos recursos públicos.
Apuração depende de investigação
As afirmações mencionadas por Otaviano Pivetta tratam de uma alegação ainda não reconhecida por decisão judicial. Até o momento, não houve divulgação de novos documentos ou conclusões oficiais que comprovem a suposta utilização de recursos das obras do VLT em campanha eleitoral.
Diante disso, qualquer eventual responsabilização depende da continuidade das investigações e da análise das autoridades competentes, observando o contraditório, a ampla defesa e o devido processo legal. Enquanto isso, o caso segue repercutindo no meio político e pode gerar novos desdobramentos conforme o avanço das apurações.
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