A automação avança de forma silenciosa, mas implacável, nos supermercados do Brasil. Recentemente, Lidiane, operadora de caixa, compartilhou sua preocupação em um vídeo nas redes sociais. Ao mostrar a instalação de caixas de autoatendimento no local onde trabalha, ela desabafou: “Devagarzinho vou perdendo meu emprego”. Esse relato revela uma transformação em curso — e que pode atingir milhões de trabalhadores.
Embora resistam, consumidores estão mudando de hábito
Ainda que a maioria das pessoas prefira o atendimento humano, o uso de caixas automáticos cresce de maneira constante. De acordo com o Relatório Varejo 2023, apenas 10% dos consumidores afirmaram utilizar os totens de autoatendimento. No entanto, o dado aponta para um comportamento que tende a mudar. À medida que as empresas apostam em tecnologia, o cliente, muitas vezes, acaba se adaptando — por conveniência ou falta de opção.
Além da modernização, as máquinas representam economia
Por outro lado, para os empresários, a automatização traz mais do que inovação. Ela reduz custos. Ao adotar o autoatendimento, os supermercados deixam de arcar com encargos trabalhistas como FGTS e férias. Consequentemente, esse movimento aumenta a lucratividade e diminui a margem de erro humano nas operações. Portanto, do ponto de vista financeiro, a tecnologia surge como um investimento vantajoso.
Diante desse cenário, trabalhadores precisam se reinventar
Enquanto isso, os efeitos dessa transformação ameaçam milhões de empregos. Segundo a consultoria McKinsey, o Brasil pode perder até 15 milhões de postos de trabalho até 2030 por causa da automação. Cargos operacionais, como o de operador de caixa, estão entre os mais impactados. Diante disso, especialistas defendem que a saída passa pela requalificação. Investir em novas habilidades especialmente ligadas ao universo digital pode ser o diferencial para permanecer relevante no mercado de trabalho.
Perguntas frequentes
Ainda não, mas a tendência é reduzir significativamente essas vagas.
Porque sentem mais segurança no contato humano e nem todos dominam a tecnologia.
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