Operação é deflagrada pela Polícia Federal.
Servidores públicos são afastados por suspeita de corrupção.
Esquema bilionário é investigado em porto do Rio de Janeiro.
Uma operação de grande impacto foi deflagrada na manhã desta terça-feira (28/4) pela Polícia Federal. A ação foi batizada de Mare Liberum e teve como objetivo a desarticulação de um esquema envolvendo corrupção, contrabando e irregularidades na alfândega do Porto do Rio de Janeiro.
Ao todo, 45 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. Também foi determinado pela Justiça o afastamento de 25 servidores públicos, sendo 17 auditores fiscais e oito analistas tributários.
Servidores são afastados e bens bloqueados
Durante a operação, medidas cautelares foram autorizadas. O afastamento dos investigados de suas funções foi determinado, além do bloqueio de bens e da imposição de restrições ao exercício de atividades profissionais.
As ações foram adotadas com base em indícios de participação direta no esquema investigado.
Esquema envolvia liberação irregular de mercadorias
De acordo com as investigações, um grupo estruturado teria atuado na liberação irregular de cargas na alfândega. Foram identificadas divergências entre os produtos importados e aqueles declarados oficialmente.
Também foi apontada possível supressão de tributos, o que teria causado prejuízos significativos aos cofres públicos.
Bilhões em mercadorias sob suspeita
Foi informado que quase 17 mil Declarações de Importação foram consideradas contaminadas por irregularidades. O volume corresponde a cerca de R$ 86,6 bilhões em mercadorias, analisadas entre julho de 2021 e março de 2026.
Os envolvidos poderão responder por crimes como corrupção, associação criminosa, contrabando, descaminho e lavagem de dinheiro.
A operação foi realizada com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal e da Corregedoria da Receita Federal.
Perguntas e respostas
É o crime de burlar o pagamento de impostos na entrada ou saída de mercadorias do país.
Sim. O afastamento pode ser determinado pela Justiça para evitar interferência nas apurações.
Eles ficam indisponíveis até o fim do processo e podem ser usados para ressarcir prejuízos, caso haja condenação.



