Operação contra Bonde do Maluco bloqueia quase R$ 50 milhões e mira esquema em cinco estados; Veja vídeo

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A Polícia Civil da Bahia (PCBA) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (20), uma operação contra uma organização criminosa apontada como o Bonde do Maluco, investigada por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

A Operação Véu de Areia cumpriu medidas judiciais na Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Pará e determinou bloqueios que chegam a R$ 49,6 milhões.

A ofensiva inclui mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, além de sequestro, bloqueio e indisponibilidade de bens e valores. Em Salvador, assim como em cidades de outros quatro estados, equipes atuaram simultaneamente contra alvos ligados à investigação.


Dinheiro circulava por empresas e diferentes contas

O Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco) conduz a investigação.

Segundo a Polícia Civil, os investigadores identificaram relações pessoais e financeiras entre integrantes da organização, além da utilização de pessoas, empresas e contas bancárias para movimentar e ocultar recursos.

A apuração também encontrou movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos investigados.

Outro comportamento identificado foi a transferência de valores entre diferentes contas, seguida pela rápida circulação dos recursos. Para os investigadores, essas operações apresentam características que podem indicar lavagem de dinheiro.

Liderança teria comandado ações mesmo presa

A investigação também avançou sobre a atuação de uma liderança do grupo que já estava dentro do sistema prisional.

Mesmo custodiado, o investigado teria mantido influência sobre integrantes da organização.

A Polícia Civil afirma ter identificado indícios de articulação entre essa liderança, outros membros do grupo e pessoas consideradas de confiança.

As autoridades agora trabalham para individualizar as condutas e determinar a participação atribuída a cada investigado.

Polícia tenta atingir patrimônio da organização

A Operação Véu de Areia não mira apenas a estrutura operacional do grupo. As medidas também buscam atingir as áreas financeira e patrimonial.

O objetivo é interromper a circulação de recursos apontados como ilícitos e impedir movimentações destinadas a esconder patrimônio durante o avanço das investigações.

A ação integra a Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim) e reúne as Polícias Civis dos cinco estados envolvidos.

Segundo as autoridades, a execução simultânea dos mandados também busca dificultar a comunicação entre investigados, evitar a destruição ou ocultação de provas e impedir a evasão dos alvos.

O material recolhido durante as buscas será analisado e poderá ampliar o conjunto de provas da investigação sobre tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

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