Um vídeo que viralizou nas redes sociais nesta quinta-feira (21/5) mostra um motociclista registrando uma sequência de carros de luxo estacionados em frente ao Palácio da Polícia Civil do Estado de São Paulo, na capital paulista. Nas imagens, ele comenta a presença dos veículos e afirma que seriam ligados à influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa durante uma grande operação policial.
Entre os veículos citados no registro estão modelos de alto padrão como Mercedes G63, Jeep Commander, Cadillac Escalade e Range Rover, o que gerou ampla repercussão e comentários nas redes sociais.
Prisão ocorreu em operação contra lavagem de dinheiro
A influenciadora foi presa em Alphaville (SP) durante a Operação Vérnix, deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo em conjunto com o Ministério Público do Estado (MPSP). A ação investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro que, segundo apurações, teria ligação com o Primeiro Comando da Capital (Primeiro Comando da Capital).
As investigações tiveram início em 2019 após a apreensão de bilhetes dentro de uma unidade prisional, que indicariam a atuação de integrantes da facção e possíveis articulações internas.
Investigação aponta movimentações financeiras suspeitas
De acordo com os investigadores, a análise financeira identificou transferências fracionadas realizadas entre 2018 e 2021, que somadas chegariam a aproximadamente R$ 700 mil.
Parte dessas transações teria sido realizada por um homem da Bahia apontado como suspeito de atuar como “laranja”, segundo a investigação, o que reforçou as suspeitas de movimentações financeiras irregulares.
Alvos da operação incluem nomes ligados ao PCC
Além da influenciadora, a operação também mira outros investigados, incluindo Marcola, apontado como liderança do PCC, e outros integrantes ligados à estrutura da facção. As investigações buscam aprofundar a identificação de possíveis conexões entre os alvos, esclarecer a divisão de funções dentro do grupo criminoso e analisar a atuação de cada suspeito em diferentes frentes, incluindo movimentações financeiras, apoio logístico e possíveis articulações para manutenção das atividades ilícitas ao longo dos anos.
O caso segue sob investigação das autoridades de São Paulo.








