OAB-MT denuncia vazamento de mensagens que revelam supostos crimes cometidos por policiais civis em Sorriso; veja vídeo

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A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) denunciou à Corregedoria-Geral da Polícia Judiciária Civil supostas condutas ilegais praticadas por policiais civis da Delegacia de Sorriso. A denúncia surgiu após o vazamento de áudios e capturas de tela de um grupo de WhatsApp intitulado “DHPP/Assuntos Oficiais”, revelando conversas que indicam agressões, forjamento de provas, assédio a detentas e monitoramento ilegal.

Mensagens mostram uso de violência e manipulação de provas

Os diálogos divulgados pelo programa SBT Comunidade mostram policiais sugerindo agressões físicas, fraudes em prisões e instalação de aplicativos espiões para monitorar investigados. Em uma das mensagens, um policial pergunta: “Meter flagrantão no pelo mesmo?”. Outro responde: “Médico falou que só pode bater em vagabundo a partir da segunda quinzena de março”.

As mensagens sugerem que os agentes planejavam retomar agressões após o retorno de um médico legista das férias — indicando uma possível omissão deliberada em laudos médicos. Em outro trecho, um policial afirma que estavam usando a mesma arma em diferentes ocorrências: “A gente tá pegando uma arma e rodando ela pelos confrontos”.

Investigador responde por estupro dentro da unidade

A crise ganhou força depois que a Polícia Civil indiciou o investigador Manoel Batista da Silva, de 52 anos, por estupro e abuso de autoridade contra uma detenta. O crime ocorreu durante seu plantão em dezembro de 2025, e os exames periciais confirmaram a violência.

A Polícia Civil declarou que um celular foi furtado da delegacia em outubro de 2025 e negou qualquer ligação entre o conteúdo das mensagens e o caso de estupro. Ainda assim, a Corregedoria instaurou procedimento para verificar a veracidade e o contexto das conversas, além de apurar possíveis desvios de conduta dos envolvidos.

OAB-MT exige apuração rigorosa

A OAB-MT, por meio do Tribunal de Defesa das Prerrogativas, enviou ofício ao corregedor Jesset Arilson Munhoz de Lima cobrando apuração célere, rigorosa e transparente. A entidade também encaminhou os documentos e arquivos recebidos que sustentam a denúncia.

A Ordem destacou a gravidade do conteúdo, que expõe práticas incompatíveis com o Estado Democrático de Direito. Advogados que acompanham o caso alertam para o risco de banalização da violência e comprometimento das garantias legais dos cidadãos.

Perguntas frequentes

O que aconteceu na Delegacia de Sorriso?

Vazaram prints e áudios que mostram policiais civis falando sobre agressões, forjamento de provas e assédio a detentas.

Quem é o policial acusado de estupro?

O investigador Manoel Batista da Silva, de 52 anos, foi indiciado após exames confirmarem o crime.

A OAB-MT está envolvida no caso?

Sim. A OAB-MT denunciou os fatos à Corregedoria da Polícia Civil e exige investigação rigorosa.

Mhylenna

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