Fiéis testemunham o “milagre” da liquefação do sangue de São Januário; Veja vídeo

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O sangue atribuído a São Januário voltou a apresentar o fenômeno conhecido pelos católicos como “milagre da liquefação” neste sábado (19), em Nápoles, na Itália. O momento foi acompanhado por Dom Domenico Battaglia e milhares de fiéis durante a celebração da memória litúrgica do santo.

Segundo o anúncio feito durante a cerimônia, o sangue se liquefez às 10h04, no horário local. O fenômeno é tradicionalmente considerado pelos fiéis como um sinal associado à intercessão de São Januário, padroeiro de Nápoles.

Fenômeno é acompanhado por fiéis

A cerimônia reúne anualmente milhares de pessoas que acompanham a exposição das relíquias do santo e aguardam a eventual liquefação do conteúdo preservado em uma ampola.

A tradição está relacionada a uma substância escura conservada em uma pequena ampola e atribuída ao sangue de São Januário. Quando ocorre a mudança de estado, a Igreja e os devotos tradicionalmente fazem referência ao episódio como o “milagre de São Januário”.

O fenômeno, porém, pertence ao campo da tradição e da fé católica e não é apresentado como uma comprovação científica de um milagre.

Quem foi São Januário

São Januário foi bispo de Benevento e é venerado como mártir da Igreja Católica. Segundo a tradição cristã, ele morreu durante as perseguições promovidas pelo imperador romano Diocleciano, por volta do ano 305.

Após sua morte, sua memória passou a ser preservada pelos cristãos e, posteriormente, ele se tornou padroeiro de Nápoles, onde suas relíquias são veneradas.

A celebração de 19 de setembro marca a memória litúrgica do santo e também a data tradicionalmente associada ao seu martírio.

Liquefação ocorre três vezes ao ano

O fenômeno é tradicionalmente aguardado em três ocasiões ao longo do ano. A primeira ocorre no primeiro sábado de maio, em referência à primeira transferência das relíquias do santo.

A segunda acontece em 19 de setembro, durante a celebração de São Januário. A terceira está marcada para 16 de dezembro, data associada à erupção do Vesúvio ocorrida em 1631.

Segundo a tradição católica, a intercessão de São Januário teria sido relacionada à proteção de Nápoles durante a erupção.

A repetição do fenômeno mantém a tradição religiosa entre os fiéis, que todos os anos acompanham a cerimônia e aguardam o momento em que o conteúdo da ampola apresenta a mudança de aparência.

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