O rompimento de uma tubulação da Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu forçou moradores de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, a deixarem suas casas na noite de sexta-feira (6 de fevereiro). A água vazou com força, invadiu imóveis próximos à estação e provocou danos em residências e comércios da região.
A Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) executou reparos emergenciais na estrutura na quinta-feira (5), após identificar um problema durante uma obra interna. Técnicos finalizaram o primeiro conserto às 16h de sexta, mas a retomada do sistema elevou a pressão da água e abriu um novo ponto de vazamento.
Falhas sucessivas durante retomada do sistema
Equipes técnicas religaram o sistema no fim da tarde, porém a tubulação voltou a vazar por volta das 17h50. Os profissionais realizaram novo reparo, mas detectaram outro rompimento às 19h30. A sequência de falhas reduziu a capacidade de operação da ETA Guandu.
A Cedae comunicou imediatamente as concessionárias que distribuem água nas áreas atendidas pela estação. A ETA Guandu abastece milhões de pessoas na região metropolitana, o que aumenta o impacto de qualquer paralisação.
Água invadiu casas e comércios
A água que escapou da tubulação atingiu ao menos 18 residências, 11 imóveis comerciais, seis salas comerciais e um imóvel religioso. Equipes de apoio atenderam as famílias e ofereceram água potável, alimentação e hospedagem temporária para quem precisou sair de casa.
A companhia iniciou o cadastro dos atingidos e realizou o levantamento dos prejuízos. Uma seguradora já vistoriou veículos danificados. A empresa programou o início das indenizações para segunda-feira (9). A Defesa Civil acompanha a situação e monitora a área afetada.
Empresa promete normalizar sistema
A Cedae mobilizou equipes para concluir o reparo definitivo e prometeu retomar a produção de água de forma gradual. A companhia pediu desculpas à população e afirmou que prioriza a segurança da estrutura.
Perguntas e respostas
A pressão da água aumentou durante a retomada do sistema e abriu novos pontos de vazamento.
Pelo menos 36 imóveis entre residenciais, comerciais e religioso.
Sim. As equipes forneceram água, alimentação, hospedagem e iniciaram o processo de ressarcimento.








