Durante a cúpula da Organização de Cooperação de Xangai (OCS), realizada em Tianjin, na China, o presidente russo Vladimir Putin declarou que a reunião com Donald Trump, há duas semanas, pode ter sido um ponto de virada para o fim da guerra na Ucrânia. Apesar de ainda não haver acordo, a conversa entre os dois líderes trouxe sinais de abertura diplomática.

Putin destacou o papel da China e da Índia como mediadores e citou a reunião no Alasca como “construtiva”, embora sem resultados concretos até agora.
Guerra segue intensa, sem cessar-fogo
Apesar do tom otimista nos discursos, os ataques não cessaram. Na última semana, a Rússia lançou mais de 600 drones e 31 mísseis contra a Ucrânia. Um ataque em Kiev matou 23 pessoas e deixou dezenas de feridos. Por sua vez, a Ucrânia respondeu com ofensivas a refinarias e navios russos, impactando a produção de petróleo.
As trocas de ataques mostram que a guerra segue ativa e sem sinais imediatos de trégua, mesmo com negociações em curso nos bastidores.
Trump e Putin evitam detalhes, mas apontam avanços
A reunião no Alasca durou três horas. Trump afirmou que “muitos pontos” foram acordados, e que “restam apenas alguns detalhes”. Putin também disse que houve avanço, mas reiterou que as preocupações da Rússia precisam ser levadas em conta. Zelensky, presidente da Ucrânia, não participou do encontro, mas se encontrou depois com Trump e líderes europeus na Casa Branca.
Europa pressiona por garantias e desconfia de Putin
Líderes como Emmanuel Macron e Alexander Stubb afirmaram que Putin não é confiável e que qualquer acordo deve prever garantias reais. Zelensky disse estar aberto a dialogar com Putin, desde que não haja exigências prévias.
Perguntas e respostas:
Em 15 de agosto, no Alasca.
Não, mas se reuniu com Trump depois.
Ainda não há acordo oficial.



