Perseguição começa após roubo na orla
O cabo do Exército Gustavo Pavão Gomes matou Anderson Alcides Alves de Oliveira, de 29 anos, na manhã de sábado (6/12), na Praia da Enseada, em Guarujá, litoral de São Paulo. A ação ocorreu minutos depois de Anderson abordar o militar na orla, encostar um objeto metálico em sua barriga e exigir a corrente que ele usava. Testemunhas afirmaram que Anderson havia deixado a prisão há cerca de uma semana.
Após o roubo, o militar retornou rapidamente ao apartamento onde estava hospedado e pegou uma arm4 de fogo. Em seguida, ele voltou para a praia determinado a recuperar os pertences e deter o assaltante. Quando percebeu a presença do militar, Anderson correu pela faixa de areia e tentou fugir em direção ao mar.
Militar dispara durante a fuga
Gomes relatou que iniciou uma perseguição e ordenou diversas vezes que o suspeito parasse. Ele afirmou que deu disparos de advertência voltados ao mar, tentando intimidar o assaltante e interromper a fuga. Nenhum desses disparos tinha a intenção de atingi-lo, segundo o depoimento.
O militar disse que alcançou Anderson alguns metros à frente. Nesse momento, segundo ele, o homem sacou um objeto da cintura. Temendo que fosse uma arm4 de fogo, o cabo reagiu e efetuou um único disparo. Anderson caiu na areia. Quando Gomes se aproximou, percebeu que o objeto não era uma arm4, mas sim uma f4ca.
Família relata preocupação e investigações continuam
A irmã de Anderson afirmou aos policiais que a família temia que ele voltasse a cometer crimes após sair da prisão e lamentou que ele “não tivesse parado com aquilo”. Ela disse ter preferido vê-lo preso do que morto.
A Polícia Civil investiga as circunstâncias do disparo e analisa imagens e depoimentos. O caso segue em apuração para definir se houve legítima defesa ou excesso na reação do militar.
Perguntas e respostas
Anderson roubou o militar e tentou fugir.
Ele afirmou que temeu que o suspeito estivesse armado.
Se o disparo configurou legítima defesa ou excesso.



