Novo programa de crédito com FGTS promete facilitar empréstimos, mas levanta dúvidas

O governo federal lançou recentemente o programa “Crédito do Trabalhador”, com o objetivo de ampliar o acesso ao crédito consignado para empregados do setor privado. A proposta permite que trabalhadores com carteira assinada (CLT) utilizem parte do saldo do FGTS como garantia em empréstimos concedidos por instituições financeiras.

FGTS como escudo para o empréstimo

Com o uso do FGTS como garantia, os bancos passam a correr menos riscos de inadimplência. Isso, em teoria, deve refletir em taxas de juros mais baixas para o trabalhador. No entanto, especialistas alertam: comprometer o FGTS pode significar abrir mão de uma reserva essencial em momentos de desemprego ou emergência.

Quem pode pedir e o que esperar

O programa inclui trabalhadores formais, como empregados domésticos, rurais e até contratados por microempreendedores individuais (MEIs). Apesar do anúncio otimista, dúvidas persistem sobre o real impacto da medida. O mercado financeiro precisa analisar o perfil de risco com mais cautela, o que pode limitar a adesão, especialmente entre pessoas com salários mais baixos ou histórico de endividamento.

O que o governo espera — e o que o trabalhador deve observar

A expectativa do Planalto é de movimentar a economia com maior circulação de dinheiro e incentivar o consumo. Por outro lado, o trabalhador precisa avaliar com atenção se o crédito é de fato necessário. Embora mais acessível, o consignado continua sendo uma dívida, e seu uso excessivo pode comprometer o orçamento familiar a longo prazo.


Três perguntas para ficar de olho:

  • Vale a pena usar o FGTS como garantia de empréstimo?
  • O banco pode negar o consignado mesmo para quem tem carteira assinada?
  • O que acontece se a empresa demitir o trabalhador durante o pagamento?

Respostas curtas:

  • Só se o uso for planejado e realmente necessário.
  • Sim, o banco pode recusar com base no histórico de crédito.
  • O FGTS cobrirá parte da dívida, mas o saldo restante será cobrado.
Fabíola Maria Costa Silva

Curtiu? Compartilhe

Ajuda a espalhar a notícia — manda no grupo.

Continue lendo