Durante a festa de 65 anos de Mandirituba, na Região Metropolitana de Curitiba, uma mulher protagonizou uma cena impressionante ao se pendurar na parte externa de uma cabine de roda-gigante que ainda girava. Enquanto o brinquedo completava mais uma volta, ela se manteve agarrada apenas com as mãos, a poucos metros do chão. Como era de se esperar, diversas pessoas registraram o momento, e os vídeos se espalharam rapidamente pelas redes sociais. Em poucos minutos, internautas expressaram espanto, preocupação e, sobretudo, indignação com o ocorrido.
Reprodução: G1 pic.twitter.com/4AqSBM9Wtb
— Perrengue2 (@perrengue2025) July 31, 2025
Ação rápida da equipe evita tragédia maior
De acordo com a versão divulgada pela Prefeitura de Mandirituba, a mulher abriu a porta da cabine por engano, achando que o passeio havia terminado. No entanto, o brinquedo ainda girava. Assim que notaram o risco, os operadores do parque agiram de forma imediata. Eles desaceleraram a roda-gigante e, em seguida, interromperam o funcionamento por completo. Posteriormente, a equipe técnica realizou o resgate da passageira, que saiu ilesa do episódio. Embora o susto tenha sido grande, ninguém sofreu ferimentos. No entanto, o caso levantou questionamentos sobre falhas de orientação e prevenção de acidentes.
Debate sobre segurança reacende após o susto
Com a ampla repercussão do vídeo, o episódio reacendeu discussões sobre a segurança em brinquedos de parques itinerantes. Embora esses equipamentos passem por vistorias técnicas, a ocorrência demonstrou que erros humanos também podem gerar situações de extremo perigo. Além disso, a ausência de sinalizações visíveis ou de um operador dentro da cabine dificulta o entendimento do momento adequado para desembarcar.
Nesse sentido, especialistas em segurança de eventos ressaltam a importância de instruções claras ao público. Segundo o Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro), falhas humanas respondem por mais da metade dos incidentes registrados em parques de diversões no país. Portanto, mais do que fiscalização estrutural, é fundamental investir na comunicação com os usuários.
Além disso, o episódio revelou outra fragilidade: a falta de padronização nos protocolos adotados por municípios em festas públicas. Embora a legislação exija laudos técnicos e certificados de funcionamento, a aplicação prática dessas exigências varia conforme o rigor de cada prefeitura.
Perguntas frequentes
As prefeituras devem exigir laudos técnicos e supervisionar a operação dos brinquedos.
Os usuários têm direito à informação clara, à sinalização adequada e ao socorro imediato.
Porque muitos eventos ignoram a importância da orientação prévia e da presença de monitores treinados.








