A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu, nesta terça-feira (9), em Tangará da Serra, uma mulher que comandava as finanças de uma facção criminosa e também aplicava punições violentas — conhecidas como “salves” — contra integrantes que atrasavam o pagamento das “mensalidades” do grupo.
Com base nas investigações, os policiais identificaram a mulher como peça central da organização, responsável por controlar o fluxo de dinheiro, organizar a contabilidade da quadrilha e impor disciplina interna com violência.
Ação cumpriu mandados e bloqueou contas
Durante a Operação Rainha de Copas, os agentes:
- Prenderam quatro suspeitos;
- Cumpriram nove mandados de busca e apreensão;
- Bloquearam oito contas bancárias utilizadas pelo grupo para movimentar recursos obtidos com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
O Núcleo de Justiça 4.0, da Juíza das Garantias de Cuiabá, expediu as ordens judiciais com base nas provas levantadas ao longo das investigações.
Facção cobrava “mensalidade” e agredia quem atrasava
A mulher presa cobrava mensalmente valores dos membros da facção e determinava punições físicas severas contra quem não pagava. Os chamados “salves” consistiam em agressões com autorização dos líderes da organização.
As investigações começaram em setembro deste ano e revelaram que vários integrantes da facção fugiram de suas casas para evitar a prisão. A polícia já considera esses membros foragidos.
Facção operava com estrutura empresarial
A polícia descobriu que o grupo operava com estrutura semelhante à de uma empresa, com setores de cobrança, gestão financeira e aplicação de sanções internas. Os criminosos usavam contas de terceiros para ocultar a origem do dinheiro e driblar os mecanismos de controle do sistema bancário.
Os investigadores já rastrearam transações suspeitas de altos valores, todas associadas à venda de entorpecentes e à movimentação típica da lavagem de capitais.
Perguntas frequentes
Ela é apontada como gerente financeira da facção e responsável por ordenar punições internas.
São agressões usadas como punição contra integrantes que atrasavam pagamentos ao grupo.
Porque a facção usava essas contas para movimentar dinheiro do tráfico e da lavagem de dinheiro.



