A Justiça Militar de Mato Grosso absolveu nesta última terça-feira (9), por unanimidade, os policiais militares cabo Joanizio da Silva Souza, soldado Gustavo Enrique Pedroso Jesus e soldado Jhonata Ferreira Gomes. Os magistrados consideraram legítima a ação realizada em 3 de julho de 2024, nas proximidades do bar “Tatu Bola”, em Cuiabá, e encerraram o processo sem qualquer punição aos agentes.
O juiz relator do caso afirmou que os policiais cumpriram rigorosamente a lei durante a abordagem e descartou qualquer prática de crime. A decisão se baseou em provas documentais, vídeos, depoimentos e relatórios internos da Polícia Militar. O Ministério Público Militar concordou com a tese da defesa e também pediu a absolvição.
Polícia respondeu a chamado de agressividade e resistência
Na noite do ocorrido, a guarnição da PM recebeu um chamado para conter um homem que agiu de forma agressiva e desobedeceu às ordens legais. Os policiais iniciaram a abordagem e, diante da resistência do suspeito, aplicaram os procedimentos previstos em protocolo.
Durante a ação, pessoas que estavam nas imediações tentaram interferir e criaram tumulto, o que exigiu maior controle da situação por parte da polícia. Vídeos que circularam nas redes sociais mostraram a movimentação, mas não comprovaram abusos. As imagens serviram apenas como complemento, pois os demais elementos do processo confirmaram a correção da conduta policial.
Confusão começou após denúncia de assédio no bar Ditado
Na noite de 3 de julho de 2024, clientes e seguranças da Praça Popular acionaram a Polícia Militar informando que um homem conhecido como “Neguinho” estaria assediando mulheres no bar Ditado, em Cuiabá. Ao ser abordado, ele resistiu à prisão, foi contido com uso de força e fugiu em direção ao bar Tatu Bola, onde pediu ajuda ao encontrar um procurador e um defensor público.
Já no bar Tatu Bola, “Neguinho” arremessou uma cadeira contra os dois servidores públicos, o que desencadeou nova ação policial. Durante a tentativa de imobilização, clientes hostilizaram os policiais, e um dos frequentadores, que usava tornozeleira eletrônica, agrediu um soldado com um chute.
Perguntas frequentes
A análise das provas mostrou que os policiais agiram dentro da lei e usaram força proporcional.
Não. O tribunal concluiu que não houve abuso e que a ação seguiu protocolos da PM.
Vídeos da abordagem circularam rapidamente e geraram interpretações divergentes sobre o uso da força.



