Mato Grosso elevou sua posição no agronegócio nacional ao produzir 125,51 mil toneladas de carne suína apenas no primeiro semestre de 2024. A Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) registrou essa marca, alcançada por mais de 30 mil propriedades entre granjas comerciais e pequenos criatórios. Assim, o estado assumiu o sexto lugar no ranking nacional da suinocultura.
Os produtores transformaram a atividade ao longo das últimas três décadas. Eles ampliaram o número de matrizes de apenas cinco mil para 135 mil, impulsionando a capacidade produtiva e profissionalizando o setor. Então, a eficiência aumentou com a aplicação de tecnologia e com o controle rigoroso da saúde dos animais.
Produtores garantem padrão elevado com protocolos sanitários
Os suinocultores de Mato Grosso adotaram protocolos sanitários rigorosos para proteger o rebanho. Eles eliminaram riscos de contaminação, reduziram a incidência de doenças e aumentaram a produtividade. Técnicos e veterinários acompanharam o processo para garantir padrões de biossegurança compatíveis com as exigências do mercado externo.
Os criadores também investiram em automação, ventilação adequada, nutrição balanceada e monitoramento constante. Com isso, eles elevaram a qualidade da carne suína e aumentaram a confiança de potenciais importadores. Por isso, a produção passou a oferecer mais segurança alimentar e previsibilidade.
Mato Grosso se posiciona para exportar à Ásia
O setor mira os países asiáticos como novo destino para a carne suína mato-grossense. A China, o Vietnã e outras nações da região demonstraram interesse crescente pelo produto brasileiro. Por isso, a Acrismat acredita que os frigoríficos do estado conseguirão habilitações internacionais e ampliarão suas vendas externas já em 2025.
As granjas já se adaptaram às exigências internacionais, como rastreabilidade, bem-estar animal e controle de resíduos. Então, alguns frigoríficos concluíram processos de certificação e aguardam autorização oficial para embarcar os primeiros lotes ao continente asiático.
Suinocultores enfrentam desafios logísticos para expandir
Mesmo com o crescimento, os produtores lidam com entraves logísticos. Eles precisam transportar os suínos por longas distâncias até os frigoríficos e, depois, levar os produtos até os portos. A dependência da malha rodoviária eleva os custos e exige planejamento estratégico.
Apesar disso, os criadores mantêm a expansão da suinocultura de forma sustentável. Eles seguem as legislações ambientais, evitam desmatamento ilegal e impulsionam o desenvolvimento em municípios do interior. O setor já movimenta economias locais e gera milhares de empregos em todo o estado.
Eles cuidam de aproximadamente 135 mil matrizes em todo o estado.
Ainda não em larga escala, mas os produtores se preparam para começar em 2025.
Mais de 30 mil propriedades participam da atividade, incluindo granjas comerciais e familiares.



