A Justiça condenou o advogado Nauder Júnior Alves Andrade a 10 anos de prisão em regime fechado por tentativa de homicídio qualificado contra a ex-namorada E.T.M. Agora, ele tenta reverter parte da sentença. A defesa entrou com recurso e pediu a redução da pena para 8 anos em regime semiaberto. Os advogados alegam que Nauder agiu sob efeito de drogas e demonstrou arrependimento após o crime.
O caso ganhou repercussão por envolver violência doméstica com requintes de crueldade. A tentativa de assassinato ocorreu durante a madrugada do dia 18 de agosto de 2023, no bairro Tancredo Neves, em Cuiabá. A vítima afirmou que o agressor usou uma barra de ferro para tentar matá-la dentro da casa onde o casal vivia.
Vítima escapou por pouco da morte
E.T.M. relatou que Nauder a atacou brutalmente e tentou matá-la enquanto ela dormia. Ela conseguiu fugir e buscou ajuda imediatamente após o ataque. A Polícia Militar atendeu a ocorrência e encontrou a vítima com ferimentos graves. O laudo pericial confirmou lesões compatíveis com tentativa de feminicídio.
O Ministério Público denunciou o advogado por tentativa de homicídio qualificado, com agravantes como motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima. A Justiça acolheu a denúncia e impôs a pena máxima prevista para o crime. Assim, o juiz que julgou o caso destacou a brutalidade do ato e o risco real de morte.
Defesa tenta desqualificar a gravidade do crime
A defesa de Nauder recorreu da decisão. Os advogados argumentaram que ele cometeu o crime sob influência de entorpecentes e que seu arrependimento demonstra que a pena de 10 anos foi desproporcional. Com isso, pediram que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso reclassifique o regime para semiaberto, o que permitiria que Nauder trabalhasse fora da prisão durante o dia e retornasse à noite.
Juristas avaliam que o uso de drogas e o arrependimento podem influenciar na pena, mas não anulam a gravidade do crime. Muitos especialistas afirmam que a tentativa de homicídio, ainda mais em contexto de violência doméstica, exige uma resposta firme do Judiciário.
Caso reforça urgência no combate à violência doméstica
O episódio chamou atenção para o aumento dos casos de feminicídio no Brasil. Em 2023, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública registrou mais de 1.400 assassinatos de mulheres em contextos domésticos, além de milhares de tentativas. O caso envolvendo Nauder mostra que agressores podem estar em qualquer classe social ou profissão, inclusive entre advogados.
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso ainda não julgou o pedido de redução de pena. Até lá, Nauder permanece preso preventivamente, enquanto o Judiciário analisa se mantém a condenação original ou concede o abrandamento solicitado.
Ele usou uma barra de ferro durante o ataque.
Porque afirma que o réu usou drogas antes do crime e se arrependeu.
O advogado pode cumprir 8 anos em regime semiaberto.


