Em Várzea Grande, moradores do bairro 24 de Dezembro estão há mais de 10 dias sem água nas torneiras e protestam em frente à Estação de Tratamento de Água (ETA). A indignação é visível, já que enquanto a população sofre com a escassez, caminhões-pipa são usados para regar os canteiros ao redor do Paço Couto Magalhães. As imagens de manifestantes, com cartazes e faixas, reforçam a frustração com a falta de soluções imediatas para o problema.
Prefeitura decreta calamidade pública, mas medidas causam controvérsia
Nesta terça-feira (21), a prefeita Flávia Moretti (PL) decretou calamidade pública em Várzea Grande devido à escassez de água. O decreto, válido por 180 dias, proíbe o uso de mangueiras para lavar calçadas, fachadas, carros e até mesmo encher piscinas. O objetivo, segundo a Prefeitura, é garantir o abastecimento mínimo de água potável à população. Criticaram a medida por vê-la como simbólica, sem soluções práticas para resolver a crise de longo prazo. A falta de transparência sobre os planos para infraestrutura também tem alimentado a desconfiança entre os cidadãos.
O silêncio político diante da crise hídrica
O episódio revela também o silêncio da Câmara Municipal de Várzea Grande, que permanece sem se posicionar diante da crise. Moradores criticam a inação dos vereadores, que não tomaram iniciativas mais concretas para melhorar a distribuição de água na cidade. A falta de respostas efetivas das autoridades locais alimenta a sensação de abandono, aumentando a insatisfação popular e intensificando os protestos. Por fim a cidade aguarda ações mais firmes e soluções imediatas para garantir o acesso à água potável, um direito básico que está sendo negado à população.
Perguntas frequentes:
A Prefeitura usa caminhões-pipa para regar os canteiros, desperdiçando água que deveria ser destinada às famílias.
A Prefeitura proíbe o desperdício de água com o decreto, mas precisa implementar ações concretas para melhorar o abastecimento, o que ainda não aconteceu.
A pressão popular e a visibilidade dos protestos podem levar os vereadores a se posicionarem e cobrarem mais ações do Executivo para resolver a crise de abastecimento de água.



